Planalto inicia uma ofensiva para distribuição de cargos também no Senado

A ideia do Palácio do Planalto é mostrar principalmente aos deputados indecisos que a presidente Dilma Rousseff tem apoio no Senado.
04/04/2016 08h05 - Updated 4/04/2016 08h05
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O governo iniciará nesta semana uma ofensiva para distribuição de cargos também no Senado, com o objetivo de construir umblocãocontra o impeachment naquela Casa.

A ideia do Palácio do Planalto é mostrar principalmente aos deputados indecisos que a presidente Dilma Rousseff tem apoio no Senado, e, thereby, incentivar ovoto útilcontra o seu afastamento na Câmara.

A nova estratégia, combinada com a reforma ministerial, foi discutida ontem, durante reunião de Dilma com ministros do PT.

So far, o Planalto concentrava suas energias na Câmara, mas a ordem é ampliar o “retail” político para acomodar apadrinhados por senadores aliados em postos-chave, como ministérios e bancos públicos, aproveitando o espólio do PMDB, que anunciou o rompimento com o governo.

O movimento tentará convencer obaixo clero” – formado por políticos pouco conhecidosque Dilma possui todas as condições para enfrentar os adversários, mesmo porque tem a caneta na mão.

Tudo será feito para criar umaondaanti-impeachment que leve aovoto útil”, ainda que seja por temor de represálias em caso de permanência de Dilma.

Cabe ao Senado referendar ou não, by a simple majority, eventual decisão da Câmara pela continuidade do processo, o que depende do apoio de 342 MEPs.

Senate President, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a dizer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, se a deposição de Dilma receber sinal verde da Câmara, será difícil reverter o quadro.

A percepção ainda é essa, mas o governo acredita que oblocão” – montado por senadores do PT, PC do B e uma ala do PDT e do PRB, Besides “pedaçosdo PMDB e PSBvai atrair obaixo clero”.

Dilma se reuniu ontem com os ministros Ricardo Berzoini (Government Secretariat), Jaques Wagner (Gabinete Pessoal) e José Eduardo Cardozo (Attorney General's Office), the Alvorada Palace, para tratar da reforma no primeiro escalão. A nova composição da equipe ainda não foi anunciada por causa do impasse com o PMDB.

Dos sete ministros do partido comandado pelo vice-presidente Michel Temer, apenas Henrique Eduardo Alves (tourism) entregou o cargo. Os demais disseram a Dilma que são solidários a ela e estão dispostos a se licenciar do PMDB para ficar a seu lado.

A tendência é que Dilma mantenha os titulares da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), e da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB-RJ), indicados pelo líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).

Uma negociação feita por Lula também assegurou a permanência de Helder Barbalho à frente da Secretaria dos Portos. O ministro é filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Com essa configuração, partidos aliados assediados pelo Planalto na luta contra o impeachment, como o PPque reivindica Saúdeganharão outras pastas.

In this case, a expectativa é que o PT de Dilma e Lula perca espaço. A presidência da Caixa Econômica Federal, hoje com o PT, também deve ir para o PP, que controla Integração.

Se o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), retornar ao Senado para engrossar o bloco de defesa de Dilma, a pasta pode ficar com o PR, que comanda Transportes.

Antes de anunciar a reforma ministerial, a presidente fará, within today, nova rodada de conversas com senadores e deputados. O Planalto não quer deixar insatisfeitos pelo caminho.

Repactuar o governo é reorganizar a base de apoio. Isso não tem nada a ver com compra de votos. Trata-se de ocupar espaços vazios”, afirmou Jaques Wagner. “Chegou a vez dos pequenos partidos, sempre deixados para trás porque o PMDB tinha os melhores ministérios.

Source: Exame.com


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