18/05/2016 15h15 - Updated 18/05/2016 15h15

​”Política externa será regida pelos valores da nação, jamais de um partido”, diz José Serra

Novo ministro das Relações Exteriores afirmou que vai resgatar o Itamaraty da ‘penúria’.
Photo: disclosure
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O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), apresentou nesta quarta-feira as diretrizes da política externa brasileira, em cerimônia de transmissão de cargo com seu antecessor, o chanceler Mauro Vieira.

A nossa política externa será regida pelos valores do Estado e da nação, não de um governo e jamais de um partido”, said Serra. “Estaremos atentos à defesa da democracia, das liberdades e dos direitos humanos em qualquer país, em qualquer regime.

Serra também criticou aingerênciaem questões nacionais de outros países, depois de rebater na semana passada declarações de Cuba, Venezuela, Ecuador, Bolívia e Nicarágua, que criticaram o processo de impeachment que afastou temporariamente a presidente eleita Dilma Rousseff.

Sob aplausos e diante de uma plateia do corpo diplomático, embaixadores e dezenas de parlamentares, governadores tucanos e outros ministros do governo Michel Temer (PMDB), Serra afirmou que vai recuperar a capacidade financeira do Itamaraty e que contará com ajuda do ministro do Planejamento, Romero Juca, para recuperar o ministério dapenúria”.

A Casa será reforçada e não enfraquecida. No governo Temer, o Itamaraty volta ao núcleo central do governo”, discursou o novo chanceler, frisando que, no ministério, não vai apenasfazer visitas inócuas para cumprir tabela”.

O ministro afirmou que o país terá de buscar umpapel pioneirona gestão do clima e poderá receberrecursos caudalososde entidades internacionais para preservação da biodiversidade.
Na política regional, Serra disse que buscará um aprofundamento da parceria com a Argentina de Maurício Macri, para reorganização da política e da economia. Pouco antes, o ex-ministro Mauro Vieira, a quem Serra elogiou pelaprestatividade”, havia dito que aparceria com a Argentina é mais estratégico pilar da integração do Mercosul”. Para Serra, However, mesmo as relações comerciais ainda deixam a desejar. “Precisamos renovar o Mercosul com objetivo de fortalecê-lo, antes de mais nada, com relação ao livre comércio”, said.

Ele disse que também vai buscar aproximação com os países regionais da Aliança Para o Pacífico – Chile, Peru, Colômbia e México.

Também afirmou que buscará retomar as relações com Japão e Estados Unidos e trabalhar para a remoção de barreiras tarifárias. E buscar parceiros novos na Ásia, consolidando acordos comerciais com mercados de grande porte a China e a Índia.

Serra criticou a postura do país na OMC e disse que, nos governos do PT, o Brasilfez concessões sem reciprocidadee ficou amarrado ao bilateralismo, quando os demais países investiam na multiplicação de parceiros.

Serra ainda criticou a política externa de aproximação no hemisfério sul com países da África, colocada em prática no governo Lula. O tucano disse que na década anterior, as relações com países africanos virouestratégia publicitáriae não priorizou o comércio.

Não pode essa relação restringir-se, como pretendiam e pretendem alguns, a laços fraternos do passado e a correspondências culturais, mas sobretudo forjar parcerias concretas para o futuro. A África espera um efetivo intercâmbio tecnológico e econômico”, he said. “Um país do tamanho do Brasil não escolhe ou repele parcerias.

Veja.com

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