Lobão received R $ 2 million in bribes from contractor, says whistleblower

Luiz Carlos Martins, Executive Camargo Correa had made the statement to Operation Lava Jato.
10/06/2016 09h47 - Updated 10/06/2016 09h47
Photo: reproduction

Um dos executivos da Camargo Corrêa que fez acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, Luiz Carlos Martins, afirmou que a empreiteira usou uma microempresa sediada em Santana de Parnaíba (SP) para pagar R$ 2 milhões ao senador Edison Lobão (PMDB-MA).

O depoimento foi prestado em março à Polícia Federal, in Brasilia, por ordem do STF (Supreme Court).

O pagamento, according to Martins, estava relacionado à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no stop. As informer, que foi diretor da Camargo, o repasse foi feito porque Lobãoteria ajudado a montar os consórcios e para que ele não impusesse obstáculos ao andamento da obra”.

O depoimento consta de inquérito aberto em março pelo ministro do STF Edson Fachin como um desdobramento da Lava Jato a pedido da Procuradoria-Geral da República.

In 2015, a Lava Jato já havia colhido a acusação da Camargo, in whistleblower, de que Lobão havia recebido propina, mas agora a investigação recebeu os primeiros indícios docaminho do dinheiro”.

Segundo Martins –o que foi confirmado por documentos que a empreiteira entregou à PF–, os pagamentos da Camargo para a AP Energy Engenharia e Montagem ocorreram entre 2011 e 2012, quando Lobão era o ministro de Minas e Energia no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Os serviços da AP eramfictíciose nunca foram prestados, said informer. As notas fiscais indicam pagamentos de R$ 1,22 milhão e R$ 1,26 million. About R $ 583 mil ficaram com os responsáveis da AP a título de “commission” pelo trabalho de intermediação dos repasses, according to whistleblower.

In February 2011, a Norte Energia, concessionária de Belo Monte, assinou o contrato com um consórcio de dez empreiteiras para a realização das obras da hidrelétrica. A Andrade Gutierrez assumiu a liderança do consórcio, with 18% das ações, seguida por Camargo e Odebrecht, with 16% each one.

Martins foi escolhido pela Camargo para ser o representante da empresa nas reuniões do conselho do CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte). No second semester 2011, according to Martins, ele ouviu do representante da Andrade no consórcio, Flávio Barra, what “1%” do valor total das obras deveria ser pagoem partes iguais para os partidos PT e PMDB”.

As obras estavam estimadas em R$ 13,4 billion, o que projeta uma propina de R$ 134 millions, valor dividido entre as diversas empreiteiras envolvidas no projeto. Pelos cálculos de Martins, a cota da Camargo era de R$ 21 millions.

Surgiram, however, problemas no acerto. O delator disse que Barra afirmou quealgumas das construtoras não haviam feito o pagamento devido” and that “o então ministro Lobão estava fazendo a cobrança em nome do PMDB”.

Martins levou o assunto ao seu superior, Dalton Avancini, que hoje também é delator. Avancini respondeu, according to whistleblower, what “resolveria o problema do PTe incumbiu Martins deresolver o problema do PMDB”.

Martins declarou que, though “não se conformassecom a cobrança, passou a tratar de encontrarum caminhopara o envio do dinheiro. According to him, “a remessa de valores ao Maranhão ficou ao encargo da AP Energy ou de outras empresas ligadas a ela ou até mesmo de seus sócios”. O delator não soube dar detalhes de como o dinheiro teria chegado a Lobão, mas afirmou tera convicçãode que houve a entrega porquecessaram as cobranças”.

Barra, o executivo da Andrade, também fechou delação. A Folha apurou que ele prestou, in March, um longo depoimento sobre Belo Monte, ainda sob sigilo.

O advogado do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Antonio Carlos de Almeida Castro, the kakay, afirmou que seu clientenão conhece a empresa AP Energy nem os sócios dela”.

Só isso já demonstra a completa mentira e irresponsabilidade da delação. É lamentável que as palavras dos delatores tenham foro de verdade, pois no caso concreto são absolutamente falsas”, afirmou Kakay.

Localizado por telefone pela Folha nesta quinta-feira (9), um dos sócios proprietários da AP, Fernando Mendes Brito, afirmou que não se recordava do pagamento total de R$ 2,5 milhões recebido pela sua empresa, between 2011 e 2012, Camargo Corrêa.

Brito primeiro afirmou que já trabalhou com a Camargo Corrêa, “mas em coisas pequenas”. “Esse valor que o senhor falou, sincerely, desconheço totalmente.” Minutes later, however, entrou em contradição: “Nunca trabalhei com a Camargo Corrêa, nunca com eles”.

Brito disse que a AP está desativada “some years” e que não conhece o senador Edison Lobão. “Nem sei quem é, sincerely”, said.

Ele afirmou que iria procurar seu advogado, que entraria em contato com a Folha, mas isso não havia ocorrido até a conclusão desta edição.

O outro sócio de Brito na AP, Marcelo Martinelli Szanto, também citado pelo delator Luiz Carlos Martins como participante da contrataçãocom objeto fictício”, não foi localizado pela reportagem da Folha.

Source: Folha de S.Paulo


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