13/06/2016 15h48 - Updated 13/06/2016 15h48

Sirkis admite reunião com OAS, mas nega caixa 2 para Marina Silva

PSDB vê acusação com cautela; para líder do DEM, ‘ela agora caiu na rede’.
Photo: reproduction

Um dos coordenadores da campanha de Marina Silva em 2010, o ex-deputado federal do PV pelo Rio de Janeiro Alfredo Sirkis negou ontem(12) ter havido caixa 2 para a candidata na disputa daquele ano. Ele confirma, however, ter se reunido com o então presidente da OAS, Adelmário Pinheiro, Léo Pinheiro, e o candidato a vice-presidente de Marina, Guilherme Leal, para pedir uma colaboração para a campanha.

Segundo informação publicada pelo colunista Lauro Jardim, na edição do GLOBO deste domingo, Pinheiro prometeu aos procuradores da Lava-Jato falar sobre um pedido de contribuição para a disputa de 2010, que teria sido feito por Leal e paga fora da contabilidade oficial apresentada à Justiça Eleitoral. Pinheiro tenta fechar um acordo de delação premiada.

Sirkis afirma que, depois do encontro, Pinheiro fez duas doações, upon your request, R $ 200 one thousand – a primeira em agosto e a segunda em setembro de 2010, R $ 400 one thousand. Os repasses foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como contribuições para o Comitê Financeiro Único do PV no Rio de Janeiro, em vez do comitê da campanha nacional.

As doações serviram para apoiar a campanha presidencial no Estado do Rio de Janeiro, a de governador, de deputados federais e estaduais, que funcionaram naquela eleição com uma logística unificada (material, pesquisas, rádio e TV)”, escreveu Sirkis, em nota divulgada também ontem.

Não cabe a insinuação de que a campanha de Marina tenha recebido quaisquer doações ilegais”, completed.

Sirkis também deu mais detalhes sobre o encontro: “Houve a reunião em São Paulo (…). Foi a partir de iniciativa do sr. Leo Pinheiro, que tinha interesse em conhecer as ideias da campanha presidencial de Marina pelo PV. A reunião foi curta e consistiu principalmente de perguntas do sr. Léo Pinheiro sobre nossas posições em relação à economia brasileira e questões ambientais”, relatou Sirkis. De acordo com os registros do TSE, R $ 400 mil da OAS foram gastos pelo PV do Rio com pessoal e impressão de materiais diversos para o partido.

Líderes partidários na Câmara e no Senado receberam com cautela a informação de que Marina Silva recebeu recursos da OAS. Backstage, ironizaram que Marina é uma das maiores críticas dos partidos e da política de doações.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), disse que a citação a Marina surpreende e que é preciso verificar se a informação se confirmará.

Mas a simples citação é algo novo, porque até aqui ela não estaria envolvida em nenhum processodisse Imbassahy.

Já o líder do DEM na Câmara, Mr Pauderney Avelino (AM), criticou o fato de Marina sempre estar atacando os demais partidos e políticos.

– Now, ela que caiu na rede. É preciso separar o que é doação e o que é dinheiro de corrupção. No caso dela, que se julga a fada da floresta, que fica criticando todo mundo, é complicada (a citação) – said Pauderney.

Source: The globe

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