Suspeitos de matar policial colombiano em Tabatinga são presos em Benjamin Constant

O colombiano foi alvejado na cabeça por disparos de arma de fogo.
30/01/2019 17h14 - Atualizado em 31/01/2019 12h48
Foto: Divulgação

Da Redação*

Os casais Dayana Costa Bernaldo, 21, e Luís Henrique Costa Chunha, 22, chamado de “Bucho”; Mariela Silva dos Santos, 27, e Valdirkey Oliveira Santos, 31, conhecido como “Louco”, envolvidos no homicídio do policial colombiano de Cavalaria Jhonny Andres Medina Hurtado, de 25 anos, foram presos em Benjamin Constant na tarde desta terça-feira (29/1).

O crime aconteceu na noite do último sábado (26/1), por volta das 23h, em um bar situado na avenida da Amizade, em Tabatinga (distante 1.108 quilômetros em linha reta da capital). Na ocasião, o policial colombiano foi alvejado na cabeça por disparos de arma de fogo efetuados por “Louco”.

Diligências
De acordo com o investigador Nixon Nascimento, lotado na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tabatinga, após tomar conhecimento do delito, a equipe de investigação da unidade policial fez o levantamento das circunstâncias do homicídio no local de crime. “Também realizamos a análise das imagens de uma câmera de segurança do lugar e, a partir dos dados coletados, conseguimos identificar todos os envolvidos. Com isso, iniciamos as buscas pelos autores. O trabalho ocorreu em conjunto com as equipes de Benjamin Constant, onde os casais foram presos”, explicou.

De acordo com Nascimento, durante as buscas, os infratores foram presos em locais distintos de Benjamin Constant (distante 1.121 quilômetros em linha reta de Manaus). Dayana foi presa no porto, enquanto Mariela foi encontrada em uma casa no Centro de Benjamin Constant. Já Luís e Valdirkey foram presos na Comunidade do Crajarizinho.

Motivação
O investigador ressaltou que após serem conduzidos à unidade policial, os infratores alegaram, em depoimento, que foram contratados por um comerciante de uma casa noturna da cidade de Letícia, na Colômbia. “Eles informaram que esse comerciante foi vítima de uma tentativa de homicídio ocorrida no início deste ano e que se executassem o então autor desse crime, receberiam R$ 7 mil pelo serviço. No entanto, eles confessam que a foto do alvo parecia muito com o policial colombiano e que, por isso, acabaram executando a pessoa errada”, disse.

Participação
Ainda conforme Nascimento, “Bucho” ficou encarregado pela logística do crime, por meio do fornecimento da arma e do transporte para o grupo, enquanto uma das mulheres tinha a foto do alvo no celular e ficou responsável em monitorar e reconhecer o alvo no momento em que ele aparecesse. “As mulheres ficaram nas proximidades do bar onde ocorreu o crime e aguardaram mais de duas horas ali. Segundo elas, Valdirkey foi quem efetuou os disparos”, informou.

O investigador da DIP de Tabatinga ressaltou que os infratores alegam que a arma utilizada na ação criminosa foi entregue ao mandante do homicídio. Conforme o investigador, outros dois envolvidos no crime, além do mandante, ainda permanecem sendo investigados no Inquérito Policial (IP) instaurado em torno do caso. O grupo foi autuado em flagrante por homicídio e associação criminosa. Ao término dos procedimentos na delegacia, os casais serão conduzidos à Unidade Prisional de Tabatinga, onde ficarão à disposição da Justiça.


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