Diretor do filme Operação Lula Livre diz que votou no PT e chama Moro desujeito fascista

Ministro da Justiça pediu que a PF investigue o responsável pelo curta de ficção que retrata o sequestro da filha do ex-juiz em troca da liberdade de Lula.
05/09/2019 15h19 - Updated 5/09/2019 15h28

Photo: reproduction


AM POST Writing –

O diretor e roteirista Alexandre Barata Lydia, 55 years, afirmou estar “apavorado” com a repercussão do filme Operação Lula Livre que viralizou na internet de uma hora para outra nessa quarta-feira (4). O profissional produz curtas-metragens no YouTube, que não passavam de algumas centenas de visualizações e com esse conteúdo chegou a quase 100 mil views instantaneamente.

O filme motivou a abertura de um inquérito da Polícia Federal, a pedido do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O curta-metragem conta a história de um casal de guerrilheiros que sequestra a filha do ministro “Célio Mauro” para exigir a liberdade do ex-presidente “Luiz Jararaca da Silva”. Na vida real Moro tem um casal de filhos adolescentes.

Em entrevista à revista Veja, Alexandre Barata Lydia disse que tem medo de ser preso. “Não duvido que Moro possa me prender. Se ele fez isso com o Lula, what, in my opinion, não cometeu crime, o que ele pode fazer com um zé ninguém como eu? Só porque ele ficou com raivinha por achar que estava sendo ameaçado”, opined.

De acordo com Lydia antes de viralizar em redes sociais, o filme de 15 minutos estava há duas semanas no YouTube sem muito engajamento. “Não esperava essa reação. Achei melhor tirar o filme já que ele criou tantos celeumas e aborrecimentos. Pensei que seria algo localizado, mas até um jornalista da Noruega já me ligou”, commented.

political positioning
O diretor contou que o filme tinha o propósito de ridicularizar militantes políticos que pregam a luta armada como uma solução para os problemas do Brasil. “O final da história mostra que a luta armada é ridícula. Em conversas, tomando cerveja, sempre ouço pessoas dando esse tipo de ideia. Para mim é um absurdo. Os guerrilheiros são dois quixotescos que não têm vontade nenhuma de fazer mal à menina”, afirmou Alexandre que também revelou ter votado em Fernando Haddad (PT) nos dois turnos da eleição 2018.

Lydia também se mostrou na entrevista contrário ao governo do presidente Jair Bolsonaro mas disse que não tem envolvimento com nenhum partido. “O Moro é um sujeito fascista. Ele só não é ditador porque não tem poder. A mesma coisa se aplica ao Bolsonaro”, says. “Estou alarmado, estupefato e estarrecido. Não sou do PT, nunca fui filiado a partidos políticos e nem quero ser. Estou aguardando chegar alguma coisa até mim. O filme é uma comédia, mas vou responder ao inquérito. Não tenho outra opção”.

O Ministério da Justiça afirmou em nota que o ministro Sergio Moro solicitou a abertura de inquérito policial por ameaça e apologia ao crime contra os responsáveis pelo filme.

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*Com informações da Veja


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