26/06/2015 18H52 - Actualizado 26/06/2015 18H52

Preço de cimento do Amazonas é alvo de investigação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados investiga cerca de 20 marcas.
foto: revelación
foto: revelación

Com cerca de 20 marcas de cimento com procedência duvidosa e sem selo de qualidade, o cimento usado no Amazonas é alvo de investigação da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O preço da saca de 50 quilos chega a R$ 45 no Amazonas, frente ao valor médio de R$ 20 nos outros Estados.

O assunto foi debatido em Manaus, el viernes (26), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (peligro), durante mesa-redonda convocada pelo vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado federal Édio Lopes (PMDB-RR). A reunião teve participação do presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, deputado estadual Sinésio Campos (PT), e representantes da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas, Receita Federal do Amazonas e Departamento Nacional de Produção Mineral, além da indústria e comercial local de cimento.
“O preço do cimento aqui é praticamente o dobro do praticado no resto do país, e isso é uma questão que nos precisamos aprofundar. en Brasilia, por ejemplo, a saca de cimento é R$ 17,90. Temos que considerar que o resto do Brasil tem uma carga tributária para o cimento ao redor de 39,6%, em Manaus e Boa Vista, por serem áreas de livre comércio, essa carga tributária é infinitamente a menor, e ainda assim o preço do cimento é praticamente o dobro”, apontou o deputado federal Édio Lopes.
Segundo o vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, em Manaus “há uma intensa importação de cimento de muitos países, de Portugal, da Guatemala, do Vietnã, e nessa importação imaginamos que seja até certo ponto uma concorrência desleal com a indústria nacional”.

Para o presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, campos sinesio, é necessário que as autoridades federais tomem providências quando ao uso e venda de cimento irregular no Amazonas.
“A nossa Comissão apurou, todavía 2013, la existencia de algún 20 marcas de cimento importado no Amazonas, sem selo de qualidade, sem data de validade ou local de origem definido. por último, fora dos padrões. Encaminhamos a denúncia à Polícia Federal na mesma época e agora entregamos essa denúncia, esse relatório, à Comissão que trata do assunto na Câmara Federal, já que cimento é uma questão mineral, que é prerrogativa da União”.

O uso de cimento sem qualidade garantida pode gerar doenças nos trabalhadores da construção civil, além de impactar diretamente a obra. Sinésio disse que o cimento importado causa alergias nos operários, “já que ninguém sabe a composição desses cimentos estrangeiros”.

A qualidade do cimento está diretamente ligada à segurança da população. Cimentos produzidos fora dos padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) podem comprometer estruturas, causar fissuras e outras manifestações patológicas que, em casos extremos, podem levar edificações ao colapso (queda).
De acordo com o técnico especialista em cimento da ABCP, Arnaldo Battagin, um dos principais itens na hora de escolher cimento, independente da marca ou tipo, é verificar a existência do certificado de qualidade impresso na embalagem.

“É indispensável que haja o selo de qualidade da ABCP ou de outro órgão da área, que possa comprovar a procedência do produto. E o prazo de validade não deve ser superior a 90 días. Se estiver vencido ou com validade superior a isso, desconfie”, recomendado.

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