Dinheiro liga Youssef à obra no prédio de Lula no Guarujá

À beira da praia com vista para o mar, o prédio tem três tipos de apartamentos.
12/08/2015 10h19 - Actualizado 13/08/2015 14h25
foto: Lula Marques/ Agência PT/Divulgação

Utilizada pelo doleiro Alberto Youssef para lavar dinheiro, a empresa GFD repassou 3,7 milhões de reais entre 2009 mi 2013 à corretora de valores mobiliários Plannerque repassou praticamente a mesma quantia (3,2 millones de reales) à construtora OAS em 2010, durante a finalização das obras do Edifício Solaris, no Guarujá, costa de Sao Paulo, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui um tríplex. La información es el periódico O Globo. De acuerdo con el informe, o Ministério Público Federal suspeita que parte dos valores repassados por Youssef tenha sido usada para concluir a obra, iniciada pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (BANCOOP), que realizou diversas operações financeiras com a Planner.

Os repasses da GFD para a Planner constam nos primeiros documentos analisados pela Polícia Federal depois da quebra de sigilo fiscal das empresas de Youssef, um dos principais delatores do petrolão. Já os acordos financeiros entre a Planner e a OAS aparecem em documentos do processo que investiga irregularidades na Bancoop, que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, aos quais o jornal teve acesso.

De acuerdo con el informe, enquanto recebia dinheiro de Youssef, a Planner fazia pagamentos à OAS por meio de outra empresa do grupo, a Planner Trustee. O dinheiro foi repassado pouco depois da empreiteira ter assumido as obras do prédio. Responsável por apurar fraudes na Bancoop, o Ministério Público de São Paulo decidiu reabrir as investigações sobre a relação entre a OAS e a cooperativae vai repassar as informações à força-tarefa da Operação Lava Jato.

A Bancoop quebrou em 2006, deixando 32 obras inacabadas e mais de 3.500 famílias na rua da amargura. A construção do edifício de Lula só terminou porque a empreiteira OAS foi contratada por João Vaccari Neto, presidente da Bancoop até 2010 e ex-tesoureiro do PT, para concluir o projeto, que estava parado assim como a maior parte das obras financiadas pela cooperativa. Para que o empreendimento fosse concluído, cada morador teve que pagar um adicional de 120.000 real. A obra foi um dos favores do empreiteiro Leo Pinheiro a Lula. Sem uma mãozinha da OAS, poderia dar cadeia o golpe da Bancoop, um ensaio geral para a roubança generalizada que marcaria mais tarde as gestões petistas. Vaccari, por otra parte, está preso atualmente em Curitiba por envolvimento no escândalo do petrolão.

À beira da praia e com vista para o mar, o prédio tem três tipos de apartamentosas coberturas tríplex, alguns duplex de 162 metros quadrados e outros de um pavimento, acerca de 100 metros cuadrados. O de Lula, que ficou pronto neste ano, pertence à primeira categoria. Fica no 16º andar, tem elevador privativo e 297 metros cuadrados. Além de Vaccari, também constam da lista de cooperados do Solaris a mulher de Freud Godoy, o ex-assessor de Lula que ficou famoso no caso dos aloprados, em que militantes petistas foram presos tentando comprar um dossiê com informações falsas contra o tucano José Serra. A quebra da cooperativa se deu, de acuerdo con la MP, com um rombo de pelo menos 100 milhões de reais porque seus dirigentes desviaram dinheiro pago pelos mutuários parafins escusos”.

A OAS disse ao Globo que a Planner foi usada para a emissão de debêntures (títulos da empresa). Calos Arnaldo Borges de Souza, sócio da corretora de imóveis, disse que o dinheiro recebido da GFD corresponde à compra e vende de ações e que os 3,2 milhões de reais repassados para a OAS foram resultado da compra de debêntures emitidas pela construtora, que deu o imóvel em hipoteca. O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, não quis se manifestar e disse não conhecer a operação. Já o Instituto Lula negou que o ex-presidente tenha um apartamento no Edifício Solaris e explicou que a família dele é dona de uma cota do empreendimento, adquirida pela ex-primeira-dama Mariza Letícia em 2005 e quitada cinco anos depois.

En enero de este año, el Consejo de Control de Actividades Financieras (COAF) detectou movimentação suspeita no valor de 18 milhões de reais entre a Bancoop, a Planner e o Sindicato dos Bancários de São Paulo na época em que a cooperativa de crédito habitacional era presidida por Vaccari. O alerta indicou que a movimentação pode ter se tratado de lavagem de dinheiro.

fuente: Veja.com


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