27/08/2015 09h42 - Actualizado 31/08/2015 15h09

En medio de la crisis, Dilma pide ayuda al sector privado

Empresários reclamaram da alta taxa de juros.
foto: Evaristo Sa / AFP
foto: Evaristo Sa / AFP

Cada vez mais acuada pelas crises política e econômica, a presidente Dilma Rousseff fez mais um gesto de aproximação ao setor produtivo. A petista convidou sete grandes empresários para um jantar no Palácio da Alvorada na última terça-feira, em que reconheceu as dificuldades com a crise econômica na China e pediu ajuda para superar a encruzilhada na qual se encontra o Brasil. Segundo um dos participantes, Dilma ouviu dos executivos um compromisso com a estabilidadeum gesto interpretado pelo Palácio do Planalto como uma nova blindagem às movimentações pelo impeachment da presidente.

Nós estamos vivendo um momento difícil. Temos de sair disso juntos e todos têm de ajudar”, dijo Dilma, la reunión, que se estendeu por cerca de quatro horas. Marcaram presença os executivos Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, Benjamin Steinbruch, da CSN, Cledorvino Belini, da Fiat, Joesley Batista, do grupo JBS, Edson Bueno, da Dasa, Josué Gomes da Silva, da Coteminas, e Rubens Ometto, da Cosan.

Dilma reconheceu que hádificuldades reaiscolocadas no horizonte, pediu ajuda do setor privado para superar a crise e garantiu que o objetivo da política econômica do governo é a retomada do crescimento. Del otro lado, recebeu mensagens de apoio à estabilidade do país, mas também ouviu do setor privado preocupação com a governabilidade.

Os empresários também reclamaram com Dilma da alta taxa de juros, que afeta os negócios. Os que mais se queixaram foram Benjamin Steinbruch, do setor de siderurgia, e Josué Gomes da Silva, da Coteminas. Dilma disse considerar a reclamaçãofantásticae explicou o motivo. “Antes vocês falavam que eu interferia no Banco Central, mas o Banco Central tem plena autonomia. Então agora vocês querem que eu interfira?”, questionou ela, de acordo com relato de participantes do jantar.

Trabuco demonstrou preocupação com a necessidade de uma reforma na Previdência e sugeriu que a presidente iniciasse um processo de longo prazo para evitar desgastes pontuais ao atual governo e aos futuros.
Nas últimas semanas, a presidente vem colhendo frutos positivos dessa reaproximação com o empresariado. Benjamin Steinbruch (CSN), Roberto Setubal (Itaú) e Abílio Diniz (BRF) foram algumas das vozes a fazer, em público, coro à afirmação de que o Brasil sofre atualmente o rescaldo da crise externa, especialmente da China.

Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Armando Monteiro (desarrollo, Industria y Comercio Exterior) também estiveram presentes no jantar. según Monteiro, Dilma ressaltou que ainda não é plenamente conhecida a extensão da crise na China, que ganhou mais peso com o anúncio do Banco Central chinês de redução nas taxas de juros e afrouxamento das taxas de depósito compulsório para acalmar os mercados.

Na avaliação de Monteiro, o diálogo foifranco e produtivo”. “A presidente mais ouviu do que falou. Ninguém manifestou posição de falta de confiança, todos querem ver o Brasil superar essas dificuldades. É importante que todos possam dar uma contribuição.

El Palacio Presidencial, a expectativa é de que o resgate da popularidade da presidente se dará com os primeiros sinais de recuperação da economia. Além de intensificar a interlocução com executivos de grandes empresas, Dilma tem aproveitado as viagens por capitais nordestinas para se encontrar com empresários regionais, em uma tentativa deinjetarotimismo na economia.

Agenda
O vice-presidente Michel Temer, que anunciou sua saída do “venta al por menor” da articulação política, não foi informado sobre o encontro de Dilma. Temer participa nesta quinta-feira, en Sao Paulo, de um novo jantar com empresários, organizado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB). Alguns nomes que se encontraram com Dilma na terça-feira, como Trabuco, também estarão no evento desta quinta.

fuente: Veja.com

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