Deputada e Povos Indígenas se articulam contra extinção da Seind

A luta contra extinção da pasta está na pauta de discussões da ALE-AM.
29/09/2015 14h48 - Actualizado 29/09/2015 14h48
foto: Jimmy cristiano

A luta contra a extinção da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Seind) está na pauta de discussões da Assembleia Legislativa do Amazonas. El martes, 29 septiembre, el representante del estado Alessandra CAMPELO (PCdoB) recebeu uma comitiva da Coordenação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam).

A principal preocupação dos povos indígenas é que o Governo confirme os rumores sobre a transformação da secretaria numa fundação. Alessandra se dispôs a sensibilizar outros deputados a favor da causa e abrir o diálogo com a base governista e o próprio Executivo.

“É um clamor dos povos indígenas que a gente não retroceda na política de apoio e de garantia dos direitos da população indígena com a extinção da Seind. A nossa proposta é que a Seind permaneça como secretaria de formulação e execução de políticas públicas para o setor e mais ainda, desejamos que ela seja fortalecida”, afirmou Alessandra.

A deputada entende que o Governo não pode alegar o enxugamento da máquina pública como motivo para acabar com uma secretaria cujo orçamento anual é de R$ 4,9 millón.

“Os povos indígenas entendem o momento crítico da economia, entendem que talvez não possa haver investimento nessa área nesse momento, agora o que eles não aceitam é a extinção da secretaria. O Governo precisa abrir um diálogo e colocar a realidade da situação econômica e manter a secretaria mesmo que por um período sem novos investimentos”, enfatizou Alessandra.

O representante da Coipam na reunião, Fidelis Baniwa, agradeceu o apoio da deputada e disse que irá levar a demanda para os outros parlamentares da Casa. Ele considera um desgaste político desnecessário a proposta do Governo de extinguir a Seind. A criação da secretaria, comentou Baniwa, foi uma conquista história dos quase 170 mil indígenas que vivem no Amazonas, representando 66 povos e 29 línguas diferentes.

Também participaram da reunião os indígenas Raquel Macedo, Marcelly Milome e Manuel Cardoso.


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