30/09/2015 14h37 - Actualizado 30/09/2015 14h37

Mudanças de Dilma indicam um ministério ainda pior

O ‘enxugamentopode nem alcançar os R$ 200 milhões previstos.
ministerios (Dupdo)

Se as mudanças já combinadas pela presidente Dilma Rousseff com líderes dos partidos aliados e os futuros subordinados não caírem por terra mais uma vez, o governo passará a ser comandado por um ministério ainda pior e igualmente dispendioso – en la práctica, o enxugamento da máquina pode nem sequer alcançar os 200 milhões de reais por ano anunciados no pacote fiscal do governo.

As últimas novidades nos bastidores de Brasília são a possível realocação do chefe da Casa Civil, Mercadante, na pasta da Educação, que ele já administrou no primeiro governo de Dilma. Em seu lugar, assumiria Jaques Wagner, hoje na Defesa. A dança das cadeiras é uma tentativa da presidente de manter Mercadante, seu fiel escudeiro, protegido por um cargo no governo enquanto é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por uso de caixa dois na campanha de 2010. Politicamente, a permanência de Mercadante como articulador político do Palácio do Planalto é considerada insustentável por partidos aliados e sua cabeça já havia sido cobrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No caso de Wagner, ser alçado ao cargo mais importante da Esplanada é um indicativo de que seu amigo e principal padrinho, o ex-presidente Lula, terá forte influência nas negociações com o Congresso Nacional. En este escenario, sobraria a degola do professor Renato Janine, la “técnicoque Dilma escalou para comandar aPátria Educadora”, depois de apenas cinco meses no posto.

Outra mudança desastrosa pode ser a extinção da Controladoria-Geral da União (TOS), responsável pela fiscalização da corrupção no Poder Executivo. Dilma cogita a incorporação de parte das atividades de controle interno do Executivo pela Casa Civil, tradicionalmente ocupada por um quadro partidário do PT. Desde que o ex-presidente Lula chegou ao poder, as investigações dos maiores escândalos de corrupção bateram à porta da Casa Civilinclusive derrubando ministros em série. Em outra hipótese, a CGU seria fatiada: a Ouvidoria ficaria sob o comando do novo Ministério da Cidadania, ainda em negociação com aliados do governo, e a parte da Corregedoria ficaria com o Ministério da Justiça.

O xadrez ainda inclui a realocação de Aldo Rebelo do Ministério de Ciência e Tecnologia para a Defesa, instalando um ex-deputado comunista na chefia das Forças Armadas. A atual pasta de Aldo ficaria com o PSB, que a comandou por mais de uma década com Lula e Dilma, mas que atualmente não integra o governo.

Desde el lunes, deputados e senadores envolvidos nas negociações fizeram circular informações de que Dilma pretende ampliar a participação do PMDB no ministério, avançando em terreno hoje ocupado pelo PT, numa tentativa de afagar e manter o partido aliado tutelado num momento em que os pedidos de impeachment começam a tramitar na Câmara dos Deputados. En este escenario, o PMDB deve faturar a cobiçada pasta da Saúde, cujo titular, o petista Arthur Chioro, foi demitido por telefone ontem. O restante dos ministérios serão partilhados pelas bancadas da Câmara, senado, e uma cota para o vice-presidente Michel Temer.

Dilma ainda pode criar a nova Secretaria de Governo, que seria designada ao petista Ricardo Berzoini, hoje à frente das Comunicações, que por sua vez seria oferecida ao PDT. Os Ministérios da Previdência e do Trabalho devem ser unificados.

Seguem em debate a fusão das Secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O titular desta última, Pepe Vargas, já deixou o cargo. As Secretarias da Pesca e dos Portos, ambas com status de ministérios, também podem ser incorporadas por pastas maiores.

O resultado da dança na Esplanada deverá ser o corte de dez pastas, reduzindo para 29 o número de ministérios. peor: o gigantesco e custoso quadro de funcionários comissionados será mantido. Nos Estados Unidos, Barack Obama comanda a maior economia do planeta com 22 secretários com status semelhante ao dos ministros de Dilma Rousseff.

fuente: Veja.com

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