Produção industrial recua 9% sobre agosto de 2014, maior queda desde 2003

Os bens de capital tiveram queda de 33,2%.
02/10/2015 11h36 - Actualizado 2/10/2015 11h36
foto: Jefferson Bernardes/VEJA

A produção industrial brasileira caiu pelo terceiro mês seguido. En agosto, cayó por 1,2% na comparação com julho, o pior resultado para o mês desde 2011, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) el viernes. Na comparação com agosto de 2014, a produção caiu 9%, pior resultado da série para os meses de agosto nessa base de comparação desde o início da série histórica, en 2003.

As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 1,55% na variação mensal e de 9,5% sobre una base anual. A consecuencia, a indústria acumula queda de 6,9% no ano e de 5,7% en 12 meses.

Há redução clara dos investimentos, seja da ampliação dos parques ou modernização. Isso é reflexo do momento de dúvidas e incertezas e o cenário econômico em geral”, destacou o economista do IBGE André Macedo. Según él, o impacto da valorização do dólar sobre o real, de cerca de 50% neste ano até ontem, ainda é mínimo. “Olhando para produção e estatísticas de comércio exterior, há uma melhora, mas insuficiente para reverter a trajetória de queda do setor industrial.

Em relação a agosto do ano passado, a maioria dos setores analisados teve retração. O mais expressivo foi o de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram queda foi 26,2%. Também pesaram as reduções de produção de coque, productos derivados del petróleo y los biocombustibles (-8,7%), de máquinas e equipamentos (-15,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-30,3%), de produtos de metal (-15,7%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,7%), entre otros.

Por otro lado, ainda na comparação com agosto de 2014, entre as três atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (2,9%), “impulsado, en gran parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo”, diz o instituto.

Entre os tipos de produtos fabricados, os bens de capital tiveram queda de 33,2%, influenciados pela menor produção de caminhões e tratores, e os bens de consumo duráveis recuaram 14,6%, puxados pelas retrações na fabricação de automóveis, de eletrodomésticos da linha branca e da marrom. Também retraiu a produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%) e de bens intermediários (-5,5%).

Futuro
As perspectivas para a indústria continuam piorando de forma recorrente, e economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central (antes de Cristo) passaram a ver contração em 2016, de 0,60%. este año, a queda estimada é de 6,65%.

“(O setor industrial) continua a enfrentar fortes obstáculos provenientes dos altos níveis de estoques, confiança em mínimas recordes, fardo tributário alto, elevação dos custos da energia e demanda externa fraca”, afirmou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, em nota a clientes.

Pressionada pela fraqueza da produção industrial, a projeção para a economia brasileira, que já entrou em recessão técnica, é de retração de 2,80% este ano e de 1% no próximo.

fuente: Veja.com


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