14/10/2015 13h33 - Actualizado 14/10/2015 13h33

Sobre possível acordo com o governo Cunha diz: ‘Não tem trégua porque não tem guerra

foto: Alan Marques (Folhapress)
foto: Alan Marques (Folhapress)

El presidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira que não existe a necessidade de umatréguacom o governo Dilma Rousseff, embora ministros e o próprio vice-presidente Michel Temer o tenham sondado sobre a possibilidade de um acordoque poderia garantir votos contrários à cassação de seu mandato em troca da contenção de pedidos de impeachment apresentados à Câmara. según Cunha, a trégua não seria relevante porque ele e o Executivo nem sequer estariam emguerra”.

Não tem trégua porque não tem guerra. O que há é que eu tenho que cumprir a minha função obrigatória no momento [dar seguimento ou arquivar pedidos de impeachment]”, dicho. “Se essas decisões significam guerra para um e trégua para outro, isso é uma questão de interpretação”, despistou ele.

Embora pressionado a tomar uma decisão em favor da tramitação de um futuro processo de impeachment, provavelmente o que vai ser apresentado pela oposição nesta sexta-feira, o peemedebista disse quea pressão faz parte do cargo”. “Se não quisesse me submeter à pressão não estaria ocupando o cargo que estou, não teria disputado o cargo que disputei. Pressão faz parte do jogo político”, declarado.

Politicamente, as decisões desta terça-feira do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar o rito definido individualmente por Eduardo Cunha dão fôlego à presidente Dilma, depois de uma enxurrada de derrotas na semana passada. Pelo menos por oraaté o julgamento do mérito dos pedidos no plenário do STFos processos de impeachment não devem ter continuidade no Congresso. As três liminares do Supremo, embora paralisem a ação de Eduardo Cunha, também podem permitir ao peemedebista alguma sobrevida no cargo, mesmo diante das sucessivas suspeitas de corrupção e irregularidades, incluindo as contas secretas na Suíça. Isso porque os oposicionistas pró-impeachment têm a garantia de Cunhae não de um hipotético sucessorde que em sua gestão as solicitações de afastamento de Dilma não correm o risco de ficarem engavetadas.

Diante das liminares contra o rito para processos de impeachment, Eduardo Cunha anunciou hoje que deve recorrer até o fim da semana ao Supremo para tentar derrubar as decisões judiciais. Cunha havia prometido recorrer ainda nesta quarta, mas depois de passar a manhã inteira discutindo aspectos técnicos dos despachos dos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, ele considerou necessário mais tempo para embasar o recurso.

Tem que fazer uma peça bem feita, tem que se estar atento a detalhes. A veces, se for fazer uma coisa muito açodada no mesmo dia, pode-se pecar por detalhes”, dicho. Apontado como peça-chave pela oposição para fazer que as petições de afastamento de Dilma sejam levadas adiante, Cunha disse que querolhar pessoalmente cada detalhe da respostaa ser enviada ao Supremo. “Vou me ater nas próximas 24 horas a definir a linha de resposta”, resumió.

fuente: Veja.com

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