Brasil tem maior diferença salarial entre homens e mulheres em ranking da OCDE

No país, 72% de homens que concluíram a universidade ganham mais de duas vezes a média de renda nacional.
24/11/2015 10h34 - Actualizado 24/11/2015 10h34
foto: VEJA/Getty Images

O salário médio de uma mulher brasileira com educação superior corresponde a apenas 62% do de um homem com a mesma escolaridade, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 46 países. O número coloca o Brasil, empatado com o Chile, no primeiro lugar do ranking de maior discrepância de renda entre gêneros no mercado de trabalho.

No país, 72% de homens que concluíram a universidade ganham mais de duas vezes a média de renda nacional. Entre as mulheres, essa taxa diminui para 52%. O detalhamento dos dados brasileiros comparados aos dos demais países – 34 países-membros da OCDE e 12 parceiros da organizaçãoserá feito na manhã desta terça pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC).

As mulheres conquistaram algo que é recente, que é a maior participação na educação superior, e isso é refletido também na remuneração”, afirmou o diretor de estatísticas educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno. O presidente do órgão, José Francisco Soares, hincapié en que, no Exame Nacional de Ensino Médio (uno), as mulheres são maioria: 60% de todos os inscritos. “Nosso papel ao produzir esses indicadores é ajudar a não colocá-los debaixo do tapete”, dicho.

O relatório, intitulado Education at a Glance 2015, traz informações educacionais referentes ao ano de 2013 e dados financeiros de 2012. Um dos destaques do documento é o fato de o Brasil ser o terceiro, entre os analisados, a aumentar os investimentos públicos em educação: de cada 100 real, 17,20 reais foram destinados ao setor. Apenas México e Nova Zelândia apresentam proporção maior: poco más de 18%.

No quesito número de alunos por professor, o Brasil tem 21 alunos por sala de aula nos anos iniciais do ensino fundamentalestá abaixo da média da OCDE, que registra, en media, 15 alunos por turma.

O Brasil também é o “campeón” na taxa de jovens brasileiros, entre 20 mi 24 años, que não estavam estudando em 2013: 76%. Al mismo tiempo, nessa mesma faixa etária, o índice de emprego era de 52% – também a mais alta entre todos os países-membros e parceiros da OCDE.

fuente: Veja.com


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