04/11/2015 15h09 - Actualizado 4/11/2015 15h09

Comissão da Câmara aprova prorrogação da Desvinculação de Receitas da União até 2023

Estimativa do Planalto é que a desvinculação deste ano chegaria a R$ 121,7 millones.
foto: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados
foto: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados

Quase cinco horas depois de várias tentativas de adiamento da votação, la Comisión de Constitución y Justicia (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje (4), en votación simbólica, seguida de verificação de votos, la propuesta de enmienda a la Constitución (PEC) 4/2015, que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) a 2023. eran 44 votos a favor e 6 contra.

O mecanismo, que permite o uso livre de parte da arrecadação de impostos e contribuições, vence em 31 Diciembre de este año. Para que o prazo seja estendido, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial na Casa.

A estimativa do Planalto é que a desvinculação deste ano chegaria a R$ 121,7 millones.

Durante la reunión, depois de vários adiamentos, a proposta sofreu críticas e vários requerimentos foram votados para tentar adiar novamente a decisão sobre a DRU.

As resistências ao texto concentraram-se em pontos como o aumento da porcentagem de recursos a serem desvinculados.

Actualmente, o Executivo pode usar livremente 20% de todos os impostos e contribuições federais, mas quer elevar para 30% a fatia de recursos a ser usada livremente.

O deputado Danilo Forte (PSB-CE), que já foi relator da Lei Orçamentária Anual ( carta de acuerdo ) en 2014, considerado “extraño” a pretensão

Deputados favoráveis à aprovação da proposta lembraram que o texto ainda será analisado por uma comissão especial que será constituída.

À CCJ cabe apenas analisar a admissibilidade do texto. En su opinión, o relator da matéria, Marcos Rogerio (PDT-RO), considerou a prorrogação legal e não mexeu sequer na elevação do percentual da DRU.

A única alteração foi tirar do texto a previsão de que a porcentagem recaia também sobre fundos constitucionais de desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para garantir que a matéria avance.

Rogério rebateu alguns colegas que alertaram sobre os riscos que se criariam com a extensão do mecanismo. Ele afirmou que a DRU não abre brechas para que o Orçamento seja descumprido.

“A razão da desvinculação é desobrigar a União a executar despesas desnecessárias ou de baixa prioridade para flexibilizar [o uso de parte dos recursos do orçamento]”, dijo.

O relator lembrou ainda que as áreas prioritárias para o país, como la salud y la educación, “não perdem nada com a DRU”.

Parte das desvinculações pode recair sobre a seguridade social, o que foi motivo de reclamações de parlamentares que alertaram para o déficit destas contas.

Para minimizar os rumores, Marcos Rogério lembrou que o Orçamento deste ano teve R$ 74,8 bilhões desvinculados desta rubrica e o governo repôs R$ 89 millones. "Por lo tanto, o argumento de que a desvinculação representa risco à seguridade não é verdadeiro”, dicho.

A defesa não convenceu o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

“Aquele que estiver votando sim estará votando contra o aposentado e o pensionista. Este dinheiro fará, sim, falta. Não adianta falar em reposição depois. Querem fazer da previdência social o que fazem dos fundos de pensão. Dá até para pensar em uma DRU, mas não exclusivamente de contribuições sociais. Quem votar sim estará conduzindo a previdência social, que já vem cambaleando, à morte”, dijo Faria de Sá, declarando-se “indignado” com a proposta e defendendo que o mérito de propostas de emenda à Constituição passe a ser discutido na própria CCJ.

fuente: Exame.com

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