16/11/2015 15h08 - Actualizado 16/11/2015 15h08

Ex-secretário da Seinfra se nega a falar com Comissão de Direitos Humanos

Gilberto de Deus enviou uma carta informando que não participará da audiência.
foto: revelación

El lunes más temprano (16), o ex-secretário de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Gilberto de Deus, enviou ao gabinete do deputado José Ricardo Wendling (PT), Presidente de la Comisión de Derechos Humanos, La ciudadanía y la Asamblea Legislativa Amazonas Legislación Participativa (peligro), uma carta informando que não virá à audiência que seria realizada nesta Comissão e marcada para esta terça-feira (17), em que falaria sobre as denúncias que fez referente a pagamentos indevidos em obras do Governo do Estado.

Em uma das justificativas, ele diz que os componentes dessa Comissão são opositores ao governo e não quer ser acusado de estar a serviço de qualquer político. José Ricardo esclarece que em todas as comissões da Assembleia existem parlamentares de oposição e de situação e que apenas a autoria dessa audiência seria dos deputados oposicionistas José Ricardo, Luiz Castro (RED), Alessandra Campelo (PCdoB), além de Vicente Lopes (PMDB) y Wanderley Dallas (PMDB).

No documento, Gilberto de Deus explica que, no último dia 9 Noviembre, solicitou à Presidência da Aleam a sua convocação à Casa e que estaria aguardando a confirmação de data. Disse ainda que “tal prudência é pelo fato dos deputados da base aliada tentarem desqualificar as denúncias, dizendo ser por motivos políticos….e que, ao considerar que os componentes dessa Comissão são opositores ao Governo, não quero ser acusado de estar a serviço de qualquer político”. E ainda solicitou que os parlamentares visitem as obras da Ponte do Pêra (en la ciudad de Coari) e Ponte do Abial (en Tefé) para que constatem “o assalto que esse Estado está sofrendo”.

La Comisión de Derechos Humanos, Ciudadanía y Legislación Participativa Aleam, aprovou em reunião do último dia 4 de novembro e iria ouvir o ex-secretário da Seinfra, Gilberto de Deus, para falar sobre as denúncias que fez referente a pagamentos indevidos em obras do Governo do Estado. A primeira solicitação foi feita à Mesa Diretora da Aleam por requerimento apresentado pelos deputados José Ricardo, Luiz Castro (RED), Alessandra Campelo (PCdoB), Vicente Lopes (PMDB) y Wanderley Dallas (PMDB), que até hoje aguarda decisão; e outra apresentada pela Comissão, tendo sido aprovada em reunião, e o convite foi encaminhado no último dia 10 Noviembre, via Memorando nº 014/2015 – CDHCLP/Aleam.

Em coletiva à imprensa local, Gilberto de Deus informou que fez um levantamento na secretaria e constatou grandes irregularidades, tales como: pagamentos de obras não realizadas; contratação de empresas para fazer projetos básicos e executivos a custos elevadíssimos para apresentarem “projetos montados”; e pagamento por serviços de fiscalização de obras desnecessários. De acuerdo con la encuesta, as irregularidades podem ter resultado em prejuízo de mais de R$ 400 milhões para o Estado. Uma das irregularidades apontadas é a construção da Ponte do Pera, en la ciudad de Coari, com contrato de R$ 11 millón. Já foi pago R$ 9 millón, mas não foi feito nem R$ 1,5 millón. Outro caso citado pelo ex-gestor foi os R$ 26 milhões para a construção do Monotrilho em Manaus, pela empresa CR Almeida, que também não teve execução.

“Estamos falando de recursos públicos, que poderiam estar sendo investidos na educação, na saúde e na segurança, mas que supostamente estão indo parar nas mãos de empreiteiras que ainda por cima não realizam as obras. A Assembleia não pode ficar omissa diante destas graves denúncias”, expôs o deputado José Ricardo.

Além do pagamento de obras não realizadas, foi denunciado a falta e mesmo o improviso na elaboração dos projetos básicos, o que tem levado o Governo do Estado a fazer aditivos milionários. “Estamos na luta aqui na Assembleia Legislativa para instalar uma CPI para apurar essas denúncias. Este mau uso do dinheiro público não pode ficar sem explicações. Já conseguimos assinaturas de cinco deputados que concordam com a instalação da investigação. Esperamos adesão de mais parlamentares, já que todos afirmam ser contra as práticas de corrupção. Vamos ver quem estará ao lado do povo!”, recalcó.

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