Gobernadores se reúnen para discutir la agenda contra la crisis

A reunião acontecerá na tarde desta segunda-feira, 28.
28/12/2015 10h21 - Actualizado 28/12/2015 10h21
foto: Pedro Ladeira / Folhapress

Com dificuldades para enfrentar a frustração de receitas diante da crise econômica, governadores se reúnem nesta segunda-feira, en Brasilia, para discutir a elaboração de uma agenda de propostas visando a melhora do ambiente econômico do país. O documento será entregue ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

O encontro dos chefes dos Executivos estaduais para discutir a conjuntura política e econômica foi articulado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Até o domingo, haviam confirmado presença treze governadores, tanto que fazem oposição ao governo federal – entre ellos, os tucanos Geraldo Alckmin (San Pablo) e Marconi Perillo (Goiás) -, quanto fiéis aliados de Dilma Rousseff, como o petista Fernando Pimentel (Minas Gerais) e o peemedebista Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro).

Vivemos a mesma realidade e enfrentamos problemas comuns”, afirmou Rollemberg, que citou, como exemplos, a questão do financiamento a investimentos, a geração de empregos e o pagamento das dívidas com a União. O objetivo dos governadores, segundo Rollemberg, é também estabelecer uma atuação conjunta para monitorar as votações no Congresso.

Os governos estaduais já discutiam em conjunto alternativas para enfrentar a crise fiscal, mas querem afinar o discurso para entregar uma pauta pós-ajuste, com foco em medidas para estimular o crescimento econômico. Os governadores contam com a adesão de Barbosa a uma agenda mais desenvolvimentista. O encontro está marcado para o meio-dia.

Assim como a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, os Estados também precisaram recorrer aremédios amargos” – termo usado pela presidente para definir o aumento de impostos e corte de investimentos e de benefícios sociaispara fechar as contas em 2015.

De acordo com o último relatório de gestão fiscal dos Estadoselaborado em setembro pelo Tesouro Nacional e com dados consolidados até agosto deste ano -, a parcela da receita que os governos estaduais gastam com o pagamento de servidores está no nível mais alto nos quinze anos de vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. O recorde ocorreu principalmente por causa da queda de arrecadação provocada pela retração da economia.

Nos doze meses encerrados em agosto deste ano, os governos de 26 Estados e o Distrito Federal gastaram, en media, 46,75% de sua receita corrente líquida com a folha de pessoal. Em agosto do ano passado esse indicador estava em 44,75%. O patamar de 45% não era superado desde 2000, ano em que a LRF entrou em vigor.

crisis
O impacto da retração da economia nas contas estaduais é generalizado. Conforme os dados mais atualizados do Banco Central, a recessão foi maior nas regiões Sul e Norte, como consequência, principalmente do desempenho negativo das vendas do comércio e da produção industrial. Um dos pontos que os governadores querem tratar com Barbosa não deve ser bem recebido pelo ministro: um afrouxamento no pagamento da dívida dos Estados com a União. O montante fechou 2014 en 553,7 millones de reales, ante uma receita líquida total de 497,9 millones de reales.

No dia 18, o Consórcio Interestadual do Brasil Central, que reúne os governadores de Goiás, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, decidiram propor ao governo federal a suspensão temporária do pagamento da dívida dos seus Estados, que, en conjunto, supera 36,5 millones de reales. en 1998, a dívida dessas unidades da Federação era pouco superior a 4 millones de reales. Passados dezessete anos, os Estados ainda continuam devendo 36,5 millones de reales, mesmo tendo pagado 23,6 bilhões de reais nesses últimos anos.

Isso é uma vergonha”, afirmou na ocasião o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), presidente do consórcio. Ele disse que vai entregar carta à presidente Dilma manifestando a posição contrária dos governadores à diminuição dos repasses do Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Governador de Mato Grosso, Pedro Taques propõe moratória da dívida dos Estados com a União durante os próximos três anos. “Preciso encontrar dinheiro para janeiro e fevereiro, quando ocorre uma queda sazonal do ICMS”, declarou Taques em Cuiabá, no último dia 21. Según él, “a moratória é a saída para amenizar os efeitos da crise econômica que afeta o Brasil e atinge os Estados”.

en opinión, se os Estados deixam de pagar durante três anos terão como investir e gerar empregos e renda. Os Estados do chamado Brasil Central querem ganhar adesão de outras unidades, principalmente Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

fuente: Veja.com


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