02/02/2016 10H59 - Actualizado 2/02/2016 10H59

MP contesta explicações do Instituto Lula sobre tríplex no Guarujá

O instituto afirma que o ex-presidente nunca foi proprietário do tríplex.
foto: Luiz Maximiano/VEJA

O Ministério Público do Estado de São Paulo contestou na noite desta segunda-feira a versão apresentada pelo Instituto Lula de que o ex-presidente nunca foi proprietário do tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá (SP). en un comunicado, os promotores, que investigam o caso Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), questionam os motivos que levaram a OAS a fazer uma reforma de 1 milhão de reais em um apartamento sem comprador definido e por que Lula demorou para pedir a restituição da cota da Bancoop. O tríplex 164-A, apontado como de propriedade ex-presidente, também se tornou alvo da última Operação da Lava Jato, a Triplo X, junto com outros apartamentos do edifício Solaris.

O tríplex pertencia à Bancoop, que quebrou em 2009 após escândalos de desvio de recursos a integrantes do PT. A pedido do ex-presidente, a OAS assumiu alguns empreendimentos da cooperativa, entre eles as obras do Solaris. Em nota publicada no último sábado, o Instituto Lula confirmou que o ex-presidente visitou o tríplexem uma única oportunidade -, que tinha a opção de comprá-lo, mas abriu mão do negócio. Segundo reportagem de VEJA, o promotor de São Paulo Cássio Conserino já tomou a decisão de denunciar Lula e Marisa Letícia por lavagem de dinheiro. A promotoria vê indícios de que a compra do tríplex se tratou de umaoperação cuidadosamente arquitetadapara ocultar patrimônio. lava Jato, por otra parte, apura se os imóveis foram usados como pagamento de propina.

O Ministério Público fez os seguintes questionamentos: “Por que Lula e a mulher, Marisa Leticia, demoraram seis anos para pedir a restituição dos valores pagos?. Como a família presidencial vai solicitar a restituição da Bancoop e não da OAS, e o faz coincidentemente quando os fatos vieram à tona? Por que a OAS arcou com o pagamento de uma reforma de quase 1 millones de reales, sem um comprador pré-reservado?”

Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente desistiu de comprar o apartamento, mesmo após realizadas as reformas, por causa denotícias infundadas, boatos e ilações que romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”. A nota também mostra o contrato para a compra da cota-parte da Bancoop pela ex-primeira dama e comprovantes de pagamento mensais à Bancoop. De acuerdo con el texto, a família de Lula investiu 286.000 real (en valores actualizados) na cota e que já pediu a devolução do dinheiro, en 36 parcelas, descuento 10%.

Um ano depois de concluída a obra do Edifício Solaris, o ex-presidente Lula e Marisa Letícia, visitam, junto com o então presidente da empresa incorporadora OAS, Leo Pinheiro, uma unidade disponível para venda no condomínio. Era o apartamento tríplex 164-A, con 215 metros de área privativa: dois pavimentos de 82,5 metros quadrados e um de 50 metros cuadrados. Por ser unidade não vendida, o 164-A estava (e está) registrado em nome da OAS Empreendimentos S.A”, el comunicado.

fuente: Veja.com

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