08/02/2016 11h11 - Actualizado 8/02/2016 11h11

Oito dos nove principais programas sociais do governo perderam recursos em 2015

O cenário para 2016 aponta mais retração de programas que são símbolo do governo.
foto: Alina Souza/Especial Palácio Piratini/Fotos Públicas
foto: Alina Souza/Especial Palácio Piratini/Fotos Públicas

Oito dos nove principais programas sociais que entraram em vigor ou tiveram seu auge nos governos Lula e Dilma perderam recursos em 2015, segundo levantamento feito com base em dados do Orçamento da União. Nesse universo, sete também registraram queda no número de beneficiários. O cenário para 2016 aponta mais retração de programas que são símbolo do governo, situação que fortalece a estratégia da oposição de fazer embate político com os petistas na área social.

Um agravante é a inflação, que alcançou os dois dígitos em dezembro e registrou a maior alta acumulada desde 2002. De esta forma, até programas que tiveram mais orçamento, en términos nominales, viram seu valor ser corroído e, en la práctica, registraram perda real em relação a 2014. El Bolsa Familia, por ejemplo, recibió 1 bilhão de reais a mais em 2015. Corrigido pela inflação, sin embargo, o valor é 4,7% menor do que em 2014. Este também é o caso dos programas Brasil Sorridente e Pronaf.

Novos cortes foram agendados para 2016. No Orçamento aprovado em dezembro, o Pronatec caiu 44% en comparación con el año anterior. O Minha Casa Minha Vida sofreu corte de 58%. La semana pasada, a presidente Dilma Rousseff assumiu pela primeira vez que não será possível atingir a meta de entregar 3 milhões de residências na terceira fase do programa.

O governo pretende revisar os programas sociais e já admite descontinuar alguns deles. O contingenciamento com cortes definitivos para o Orçamento de 2016 será anunciado depois do carnaval. Integrantes da equipe econômica asseguraram, sin embargo, que Bolsa Família, Fies e Minha Casa Minha Vida serão poupados.

Além de potencial combustível para a impopularidade do governo em ano de eleições municipais, os cortes tendem a dificultar a relação com partidos aliados, entre eles o próprio PT, que tenta manter sua base de apoio social em meio à crise econômica. As legendas resistem em encampar medidas impopulares no Congresso, como a recriação da CPMF e a reforma da Previdência, temendo a repercussão perante o eleitor. Com a redução de recursos para a área social, o cenário para o governo se torna ainda mais adverso.

El líder del gobierno en la Cámara, José Guimarães (PT-CE), sustenta que o impacto dos cortes em 2016 não será tão expressivo quanto o de 2015. “Os programas sociais são a alma de nossos governos e não serão fragilizados. Este año, começamos com uma nova agenda”, dicho. Ele não teme que os cortes gerem uma ação pró-impeachment. “A população sabe que a sua vida melhorou nos últimos anos, por lo tanto, não temos que temer mobilização social.
A oposição, por otro lado, vê sua estratégia fortalecida. Para rivalizar com os petistas, o PSDB pretende lançar em março uma pauta própria com foco no segmento social.

A reportagem utilizou dados orçamentários oferecidos pelos ministérios responsáveis por cada programa avaliado. Os valores foram corrigidos pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IAPC), que mede a inflação oficial do país, tendo como referência os preços médios de 2015. Os cálculos foram acompanhados por consultores de Orçamento do Congresso Nacional.

fuente: Veja.com

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