Millones e Malva: instituciones firmaron carta pidiendo ayuda para el sector

Entre as reivindicações está a ampliação do uso de recursos do Governo Federal para subsidiar os altos custos do escoamento.
06/05/2016 14h21 - Actualizado 6/05/2016 14h24
foto: revelación

O Amazonas já foi o maior produtor de juta e malva do Brasil. Há pelo menos dois anos, o setor passa por uma crise e já fala-se até que a produção das fibras será extinta. Dependente da semente, o Estado enfrenta burocracia na importação do insumo, que vem do Pará.

Para discutir esses problemas, la Universidad Federal de Amazonas (TRUST), por meio do Núcleo de Socioeconomia, realizou nos 4 mi 5 de maio o 2° Workshop de estratégias de dinamização da cadeia produtiva de juta e malva no Estado do Amazonas, que teve como resultado a edição de uma carta pedindo providência no sentido de fortalecer políticas públicas voltadas para o setor. O evento teve o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam).

Assinado por representantes da academia, juticultores, malveiros, cooperativas, asociaciones, investigadores, estudiantes, docentes, representantes do setor privado e instituições governamentais, o documento pede maior atenção à cadeia produtiva e mais investimento, de acordo com os seguintes itens: búsqueda, assistência técnica, sementes, plantación, colheita e beneficiamento, organização social, crédito e subvenção e comercialização.

A carta será encaminhada ao poder público como demandas da sociedade civil organizada com a intenção de subsidiar discussões para a elaboração de políticas consolidadas, eficientes e efetivas aos setores e seus agentes.

Entre os itens de reivindicação estão:

•· Ampliar o orçamento de 0,7% para 3% do orçamento estadual para o setor primário,

•· Realizar concurso público para o IDAM no sentido de ampliar o quadro de servidores estatutários, seguindo a proposição técnica de 1 técnico para cada 100 famílias assistidas,

•· Criar áreas de cultivo para produção de sementes, garantindo a independência do setor das atividades extrativistas,

•· Fomentar pesquisas no âmbito do melhoramento genético para o desenvolvimento de cultivares,

•· Incentivar a produção de sementes nas propriedades dos agricultores;

•· Garantir o comprometimento do pagamento da subvenção estadual por meio da pressão setorial, de modo a mitigar os atrasos recorrentes;

•· Reajustar o valor da subvenção estadual;

•· Redução da burocracia envolvida no acesso ao crédito junto a instituições de fomento (no caso estadual, referindo-se a AFEAM);

•· Mitigar o chamado vazio bancário nos municípios do Amazonas por meio da sensibilização para a ampliação da área de abrangência das instituições de crédito e para a implementação do cooperativismo de crédito;

•· Ampliar a utilização dos instrumentos do Governo Federal para subsidiar os altos custos do escoamento, tais como Prêmio para Escoamento do Produto (ENERGÍA) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO);

•· Apoiar a criação do Programa Estadual PRO-SEMENTE;

•· Sensibilizar o Governo Federal por meio da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab para garantir que o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA nas modalidades “Formação de Estoque” e “Sementes” favoreça também os produtos e sementes não-alimentares, abrangendo o setor das fibras.

Assinaram a carta de reivindicações a Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas – IDAM, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Amazonas – SIFTAM, Secretaria de Estado de Produção Rural – SEPROR, Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru Ltda. – COOMAPEM, Cooperativa dos Juticultores do Amazonas – COOPERJUTA, MCS Comércio de Juta e Malva Ltda, Comissão de Agricultura, Pesca, ganado, Suministro y Desarrollo Rural, presidida pelo Deputado Estadual Dermilson Chagas.

Queda na produção

Dados de 2013 apontam que foram produzidos 7.850 toneladas no País. De este total, segundo os dados do IFFIBRAM, o Amazonas produziu 6.570 toneladas. Apesar de ser o líder em produção, os números estão em queda.

“O setor passa por uma crise, uma vez que há pouca semente no Estado. Ela vem do Pará e existe muita burocracia para chegar até aqui, pois a semente não é certificada. Precisamos discutir alternativas para a produção de semente e melhorar a vida do produtor”, dijo el coordinador del evento, professora Albejamere Castro.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, criticou a falta de investimento no setor primário. “Menos de 1% do orçamento estadual é destinado ao setor. É necessário potencializar a assistência técnica, extensão rural e transferência de tecnologia. Com esse valor fica difícil”, dicho. Ele defende a aquisição de sementes por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a construção de armazéns públicos pelo Governo Federal.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Amazonas, Sebastião Guerreiro, disse que a demanda por fibra no Brasil é de 14 montones. Há pelo menos 35 mil pessoas que dependem economicamente dessa produção, que está espalhada em mais ou menos 15 municípios no estado.

Ele cita alguns gargalos que precisam ser solucionados: semente de baixa qualidade, falta de estímulo ao fomento e falta de critério para a distribuição, o que resulta em desperdício.


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