12/05/2016 15h48 - Actualizado 12/05/2016 15h49

Lula já prepara fase pós-Dilma com foco nas eleições presidenciais de 2018

después 13 anos e quatro meses no poder, o PT volta para a oposição apostando no racha entre Temer e o PMDB.
foto: reproducción

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já prepara uma dura oposição ao governo de Michel Temer. Lula avalia que é muito difícil a presidente Dilma Rousseff ser reconduzida ao cargo após o afastamento de até 180 días. Argumenta, sin embargo, que o PT precisa rapidamente de uma bandeira para construir a narrativa do pós-Dilma e aplainar o caminho rumo às eleições de 2018.

Abatido, Lula passou o dia de ontem no hotel onde costumava despachar, en Brasilia, desde que sua posse na Casa Civil foi suspensa por decisão judicial.

Conversou com senadores do PT e até do PMDB de Temer, além de se reunir com movimentos sociais para organizar um ato de solidariedade à Dilma, en la mañana del jueves(12/5), diante do Palácio do Planalto.

después 13 anos e quatro meses no poder, o PT volta para a oposição apostando no racha entre Temer e o PMDB do Senado, que já dá sinais de descontentamento em relação à montagem do Ministério. A ordem é formar um grupo para esquadrinhar as primeiras medidas do presidente interino e desconstruí-las. O PT vai intensificar a luta política no Senado, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), é antigo desafeto de Temer.

Faremos uma oposição firme, mas não a que eles fizeram. Não vamos agir para provocar instabilidade econômica. Eles deram apoio à pauta-bomba e nós não vamos fazer isso”, disse o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE). “Não deixaremos que se consume a perda de direitos sociais, que acabem com o pré-sal nem que privatizem a Caixa Econômica Federal”, emendou o senador Paulo Rocha (Pensilvania), líder do PT.

Lula, na definição de quem esteve com ele, já estácom a cabeça no dia seguinte”. Toda a estratégia está sendo preparada para reconstruir a imagem do PT e lançar a candidatura do ex-presidente em 2018. Tudo depende, sin embargo, do desfecho da Operação Lava-Jato, já que ele está na mira da Polícia Federal e também do Ministério Público.

Em conversa com senadores, Lula disse ser simpático à ideia de um plebiscito para consultar se a população apoiaria antecipar as eleições presidenciais. A proposta chegou a ser defendida por Renan, para contrariedade de Temer. En la práctica, o PT fará tudo para aumentar as divergências entre os dois.

Nos últimos dias do governo, Dilma desistiu de enviar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao Congresso para encurtar o seu mandato porque a Central Única dos Trabalhadores (CORTAR) e o Movimento dos Sem Terra (MST) foram contra a ideia, sob o argumento de que a presidente, mesmo afastada, ainda pode retornar ao Planalto.

O plebiscito popular em outubro, mês das eleições municipais, pode se transformar numa bandeira a ser empunhada pelo PT. O tema deve ser discutido na reunião do Diretório Nacional do partido, prevista para el martes, com a presença de Lula.

Será o primeiro encontro da cúpula petista após o impeachment de Dilma. O PT vai bater na tecla de que a presidente foiapeadado poder sem cometer crime de responsabilidade. Entre bastidores, sin embargo, dirigentes da legenda observam que somente esse discurso não basta para a resistência.

A ideia é que Dilma percorra o País e faça viagens internacionais para denunciar o “golpe” de Estado. Os petistas querem, todavía, que a presidente afastada divulgue em todos os palanques os programas sociais do PT e faça um contraponto com a gestão Temer. “Nós vamos infernizar a vida dele desde o primeiro dia”, resumiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). La información es el periódico O Estado de S. Paul.

Correio Braziliense

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