04/06/2016 07H39 - Actualizado 4/06/2016 07H39

Suíços vão as urnas para aprovar (o no) “salario mínimo” de R$ 8.800

foto: reproducción
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Plebiscito decide se Estado pagará mensalmente mais de 2,2 mil euros cidadãos, independentemente de trabalharem. Políticos de todos os partidos do país são contra.
É possível que na Suíça, en un futuro próximo, o trabalho seja algo apenas para quem tiver vontade, porque todos vão ganhar dinheiro, mesmo ficando em casa, sendo pobre ou milionário. domingo (05/06), os suíços vão às urnas votar em um plebiscito sobre a renda básica universal.

A ideia não é inteiramente nova. “A solução para acabar com a pobreza é uma renda garantida”, disse Martin Luther King. en 1967, o economista austríaco Friedrich August von Hayek teve a ideia deuma determinada renda mínima para todos aqueles que são incapazes de suprirem a si próprios.

Na Suíça, o economista e psicólogo Daniel Straub retomou o tema. en 2012, ele publicou, junto com Christian Müller, o livro Die Befreiung der SchweizÜber das bedingungslose Grundeinkommen (A libertação da Suíçasobre a renda básica incondicional, em tradução livre).

Utopia ou visão do futuro?

Isso seria uma mudança de paradigma. A renda básica incondicional dá a todos a base para uma vida plena”, argumenta Daniel Straub, em entrevista à DW. O presidente da iniciativa suíça, que trabalhou anteriormente na IBM, está convencido de que, com a medida, as pessoas vão se tornar mais produtivas e criativas. “As pessoas perderiam a pressão de terem de se sustentar”, argumenta.

Caso a ideia seja aprovada, seria necessária uma emenda constitucional, segundo Straub. A iniciativa propõe o pagamento de 2,5 mil francos suíços como renda básica. Isso equivale a 2.250 euros ou 2.442 dólares.

O governo suíço e todos os partidos do país rejeitam a iniciativa. Eles criticam que a ideia seria nociva, perigosa e impossível de ser financiada. Eles consideram também haver riscos em relação à imigração, aumento de impostos para o financiamento, assim como a perda de produtos e serviços, caso muitas pessoas não se prontifiquem a trabalhar, já que não terão mais que fazê-lo para custear a própria subsistência.

Institutos de pesquisa realizaram sondagens indicando que a esmagadora maioria dos cidadãos suíços afirma que continuará trabalhando, apesar de receber a renda básica. solamente 2% responderam negativamente, mientras 54% dos entrevistados disseram que iriam usar a renda extra para se aperfeiçoarem profissionalmente. De la misma forma, muitos disseram que iriam dedicar mais tempo à família.

Projeto a longo prazo

Há sete anos, a iniciativa vem se preparando para o plebiscito. Straub afirma que, até certo ponto, pode entender seus críticos. Dez anos atrás, ele também teria dito que a ideia não é possível de ser financiada.

Vemos isso como um projeto a longo prazo. A votação é apenas um passo”, afirma Straub. Ele está confiante. Para el, a iniciativa de promoção da renda básica é um processo político para o qual são necessários muitos anos: “Todas as vozes devem ser ouvidas, só assim ele é verdadeiramente democrático.

Para ilustrar seu ponto de vista, Straub recorda um debate em que esteve, onde um jovem desafiou os críticos a delinearem sua visão para o futuro e explicarem como eles reagiriam à perda de postos de trabalho devido à quarta revolução industrial. A resposta foi o silêncio.

Não é uma revolução com a qual queremos abolir o sistema atual. A economia de mercado tem muitas vantagens”, ressalta Daniel Straub. “Mas é hora de ajustar o sistema, desenvolvê-lo e partir para a próxima etapa.

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