• Inflação medida pelo IPCA-15 volta a subir e fecha últimos 12 meses em 8,93%

    Mais uma vez os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação, chegando a subir 1,45% na relação com a prévia de junho.
    21/07/2016 09H46 - Actualizado 21/07/2016 09H46

    Foto: reproducción


    A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a acelerar este mês, ao subir 0,14 ponto percentual e passar de 0,40% para 0,54% entre junho e julho deste ano. A consecuencia, o IPCA-15 acumula alta de 8,93% nos últimos doze meses – resultado, sin embargo, que chega a ser 0,05 ponto percentual inferior ao da taxa acumulada nos 12 meses imediatamente anteriores: 0,98%.

    Os dados foram divulgados hoje (21) por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) e indicam que o total acumulado no ano é de 5,19%, bem abaixo dos 6,9% registrados em igual período do ano anterior. En julio 2015, a taxa havia sido 0,59%.

    Peso dos alimentos

    Mais uma vez os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação, chegando a subir 1,45% na relação com a prévia de junho, exercendo 0,37 ponto percentual sobre a alta do mês. Com alta de 0,37% em julho e participação de 69% do IPCA-15 no mês, o grupo alimentação e bebidas acusou a mais elevada variação para os meses de julho desde a alta registrada em 2008: 1,75%.

    Também mais uma vez o feijão-carioca, cujos preços subiram, en media, 58,06%, estaba, isoladamente, o item que exerceu o maior impacto no índice do mês, 0,18 punto porcentual. Em Goiânia, o quilo do produto aumentou 81,03%, en Brasília (62,69%), em Salvador (61,69%) e em Fortaleza (60,63%).

    Segundo o IBGE, os demais tipos de feijão também apresentaram aumentos significativos nos preços. O mulatinho passou a custar, en media, 45,94% a mais, o preto subiu 34,23% e o fradinho, 11,78%.

    Preços em alta

    Os alimentos continuam a ser o grande vilão da inflação e não só pela alta elevada e generalizada dos diversos tipos de feijão consumidos pelos brasileiros. Segundo o IBGE, vários outros alimentos ficaram “bem mais caros” de um mês para o outro.

    Este é o caso, por ejemplo, do arroz, que teve os preços elevados em 3,36% na média, mas chegando a atingir 8,2% em Belém; 6,67% em Fortaleza; mi 6,53% en Goiania. O resultado é que comer feijão com arroz, prato típico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais caro de norte a sul do país.

    Outro alimento com participação importante na despesa das famílias, o leite aumentou 15,54%, en media, chegando a atingir 27,46% em Curitiba; 24,15% em Porto Alegre; mi 20,17% en Goiania. Así, os preços de seus derivados aumentaram, destacando-se o leite em pó, que ficou 3,26% mais caro.

    Contrapartida

    A alta de 0,54% na inflaçãomedida pelo IPCA-15em julho só não foi ainda maior porque, em contraposição à elevação de 1,45% do grupo alimentação e bebidas, a maioria dos demais grupos de produtos e serviços pesquisados evidenciou desaceleração na taxa de crescimento de junho para julho.

    A exceção foi o grupo transportes que fechou a prévia da inflação do mês com variação de 0,17% e apresentou aceleração na taxa de crescimento quando comparado a junho, em decorrência da pressão exercida pelas passagens aéreas, que subiram 19,05%.

    No grupo, também apresentaram altas expressivas ônibus interestadual (3,69%); pedágio (1,98%); etanol ( 1,22%); conserto de automóvel (0,85%) e emplacamento e licença (0,77%).

    Itens importantes tiveram queda, contribuindo para conter a taxa do mês. Destaque para a energia elétrica – grande vilã da inflação no ano passado –, que fechou com deflação de 1,26%; seguro voluntário de veículos (-1,23%); gasolina (-1,11%); automóvel usado (-1,02%); e automóvel novo (-0,63%).

    Entre as 11 regiões envolvidas na pesquisa do IPCA, sete fecharam com taxas superiores à média nacional de 0,54%, com destaque para Goiânia onde a taxa variou de 0,01% para 0,91% entre junho e julho, a maior alta do país. Después, aparece Belém (de 0,41% para 0,69%.

    Como é

    O IPCA-15 serve de prévia para a inflação do país medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). A diferença está no período de coleta. No caso do IPCA, os preços foram coletados no período de 15 de junho a 13 julio (mês de referência).

    mi, embora o indicador se refira às famílias na mesma faixa de renda (de 1 una 40 salários), abrange apenas 11 das principais regiões metropolitanas e municípios do país, enquanto o IPCA envolve 13 regiões e municípios.

    Fuente: Agência Braisil


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