• Supremo torna Gleisi Hoffmann e o marido réus na operação Lava Jato

    Casal é acusado de pedir e receber R$ 1 milhão desviados da Petrobras.
    27/09/2016 16h49 - Actualizado 27/09/2016 16h49

    Foto: reproducción


    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta por cinco ministros, aceitou por unanimidade nesta terça-feira (27) denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, na Operação Lava Jato.

    Gleisi e Bernardo são investigados por suposto recebimento de 1 milhão de reais de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. O dinheiro teria sido usado para abastecer a campanha eleitoral dela em 2010.

    O STF também aceitou a denúncia contra o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, ligado ao casal. Con eso, os três passam à condição de réus no processo. Eles são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Gleisi é a primeira senadora a se tornar ré na Lava Jato. Como o processo não foi desmembrado, todos os três responderão ao processo no Supremo.

    O relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, foi o primeiro a votar pelo recebimento da denúncia. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
    Com a denúncia aceita pelo STF, inicia-se a fase de coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.

    Segundo a acusação, os três, “agindo de modo livre, consciente e voluntário”, pediram e receberam R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

    O dinheiro teria sido direcionado para campanha eleitoral de Gleisi em quatro parcelas de R$ 250 mil.
    O repasse teria sido realizado, segundo a PGR, através de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef contratadas pela Petrobras a firmas de Rodrigues.

    Ainda segundo a PGR, os recursos foram liberados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, cujo objetivo seria obter apoio político de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para se manter no cargo.


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