• Justiça prossegue com interrogatórios dos acusados naOperação Cauxi

    Nádia Medeiros de Araújo, acusada de integrar esquema de desvio de verbas públicas na Prefeitura de Iranduba, foi a última pessoa do chamadonúcleo Políticodo processo a ser interrogada.
    20/12/2016 11h13 - Actualizado 20/12/2016 15h59

    Foto: Raphael Alves/TJAM


    As audiências de instrução processual daOperação Cauxi”, que tiveram início na semana passada, foram retomadas na segunda-feira (19), na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Nádia Medeiros de Araújo, acusada de integrar esquema de desvio de verbas públicas na Prefeitura de Iranduba, foi a terceira e última pessoa do chamadonúcleo Políticodo processo a ser interrogada pela Justiça. O depoimento começou às 13h30 e durou aproximadamente três horas.

    Além de Nadia, integram este núcleo o ex-prefeito do município, Xinaik Silva de Medeiros – de quem Nádia é irmã – e David Queiroz Félix, que foram interrogados na sexta-feira passada. Depois do núcleo Político, os próximos réus a serem interrogados serão os do núcleo Administrativo – André Maciel Lima, Anny Glez Fialho da Silva, Edu Correa Souza, Genilson Ferreira da Silva e Piter Vilhena Gonzaga. Em seguida virão os que compõem o núcleo Empresarial: Almir da Silva Prestes, Amarildo da Silva Medeiros, Ângela Rayane do Amazonas Medeiros de Araújo, Raimundo Israel de Araújo e Sérgio Souza da Silva. A fase de interrogatórios deve se estender até quinta-feira (día 22).

    As audiências estão sendo presididas pelo juiz de Direito Jorsenildo Dourado do Nascimento, titular da 1ª Vara de Iranduba. Este é o maior processo em tramitação no TJAM, encima 44 mil páginas e envolve políticos, ex-secretários municipais e empresários, todos acusados de integrar um esquema de desvio de verbas públicas e fraudar licitações na Prefeitura de Iranduba, cujo valor ultrapassaria R$ 56 millones, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE).

    A representante do Ministério Público, promotora de Justiça da Comarca de Iranduba Yara Marinho, disse em entrevista à imprensa, no início da tarde desta segunda-feira, que o MP, além de buscar a condenação dos réus, também já está movendo ações destinadas a assegurar o bloqueio e sequestro dos bens dos acusados, com a finalidade de repor ao Município os prejuízos de valores que teriam sido desviados pela ação do grupo. “Este é um aspecto muito importante nesse processo”, frisou a promotora.

    Após a fase de interrogatórios, se as partes não solicitarem diligências (como perícias e novos depoimentos, por ejemplo), será aberto prazo para alegações finais da acusão e da defesa. De 13 réus, quatro permanecem presos. As audiências estão acontecendo nas salas das Câmaras Isoladas, no 3º andar do edifício-sede do Tribunal de Justiça, En Manaus, uma vez que a Comarca de Iranduba não possui estrutura física adequada para realizar audiências com um grande número de acusados, testemunhas e advogados, como é o caso desse processo.

    Fuente: TJAM


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