Novo tratamento cura metade dos casos de câncer de próstata sem efeitos colaterais

O novo tratamento não causa nenhum tipo de efeito colateral, enquanto a quimioterapia e a radioterapia clássicas geram consequências desagradáveis como a queda de cabelo.
27/12/2016 19h14 - Actualizado 27/12/2016 19h14

Foto: reproducción


Aproximadamente 65,5% dos pacientes que sofrem de câncer de próstata na Espanha sobrevivem mais de cinco anos, segundo a Associação Espanhola Contra o Câncer. Estes números são muito superiores aos observados em 1990, quando somente 48,8% dos pacientes sobreviviam. No futuro, pode ser que este número aumente de maneira espetacular, graças a um novo tratamento que está sendo testado em hospitais europeus.

413 pacientes foram tratados com a nova técnica, que consiste no uso combinado de 10 raios laser e de um novo medicamento à base de bactérias marinhas. O novo sistema tem um índice de sucesso altíssimo, já que conseguiu curar por completo 49% dos doentes, e somente em 6% dos casos foi necessária a extirpação da próstata, taxa cinco vezes inferior à observada quando o paciente é tratado com os medicamentos atuais. Os resultados foram publicados na revista The Lancet.

Outra vantagem é que o novo tratamento não causa nenhum tipo de efeito colateral, enquanto a quimioterapia e a radioterapia clássicas geram consequências desagradáveis como a queda de cabelo, fraqueza extrema, náuseas contínuas e perda de apetite sexual.

Os testes com o novo tratamento foram realizados em 47 hospitais espalhados pela Europa. Além do laser aplicado diretamente sobre o tumor presente na próstata, os pacientes devem tomar um medicamento que tem como componente uma bactéria encontrada somente nas profundezas escuras dos oceanos. Ela tem uma característica curiosa: torna-se tóxica quando é exposta à luz.

Por eso, quando o laser está ativo, o medicamento é administrado diretamente sobre o tecido canceroso, e a iluminação faz com que o princípio ativo ataque as células que devem ser eliminadas.

Após estes promissores testes, espera-se que nos próximos anos o novo tratamento possa estar disponível em todo o mundo.


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