Se reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa família, diz PMDB

O partido do presidente Michel Temer, divulgou texto que diz: “Se a reforma da Previdência não sair: tchau, Bolsa Família; adeus, Fies”.
04/03/2017 15h58 - Actualizado 6/03/2017 10h25

Foto: Reprodução


O PMDB, partido do presidente Michel Temer, divulgou no Facebook uma campanha que condiciona a existência de programas sociais, como o Bolsa Família, à aprovação da reforma da Previdência.

“Se a reforma da Previdência não sair: tchau, Bolsa Família; adeus, Fies; sem novas estradas; acabam os programas sociais”, diz o texto da imagem divulgada pelo PMDB. Segundo a descrição do próprio partido, a imagem veiculada mostra “uma ilustração digital de uma cidade em ruínas”.

O texto que acompanha a imagem defende que é necessário aprovar a reforma da Previdência para evitar que o Brasil se torne “um país sem o investimento mínimo necessário em saneamento básico; sem melhorias em estradas, portos e aeroportos e com cortes nos programas sociais fundamentais”.

A mensagem traz, ainda, um link para o site da Casa Civil com notícia do dia 15 de fevereiro, quando o ministro Eliseu Padilha participou de audiência na Câmara dos Deputados para tratar do tema. Na ocasião, o ministro defendeu a reforma da Previdência “para evitar um estrangulamento dos gastos discricionários, como investimentos em infraestrutura e gastos sociais, por exemplo”.

Tramitação
A reforma da Previdência, enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso Nacional em dezembro, está em tramitação na Câmara dos Deputados, onde uma comissão especial discute o assunto. O governo quer a aprovação do texto na Câmara e no Senado ainda no primeiro semestre deste ano.

Na quarta-feira (1º), levantamento publicado pela Folha de S.Paulo mostrou que metade dos integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma da Previdência se opõe à exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria, e a maioria discorda de outros pontos cruciais da proposta apresentada pelo presidente Michel Temer.

O levantamento revela que 18 dos 36 integrantes da comissão especial são contra a idade mínima proposta por Temer e mostra que a maioria quer modificar pelo menos outros quatro pontos importantes do projeto do governo, prioridade legislativa de Temer neste ano. Entre os que defendem mudanças estão integrantes da base governista, inclusive do PMDB.


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