El ex entrenador de Ayrton Senna es arrestado por abuso sexual

Ele já tinha cometido o mesmo crime em 2015.
11/09/2017 16h54 - Actualizado 12/09/2017 12h10
foto: reproducción

El entrenador de Nuno Cobra fue detenido el lunes (11) Por abusar sexualmente de una mujer en agosto de este año, informó el fiscal federal (MPF). Ele foi levado para a sede da Justiça Federal Criminal de São Paulo e passava nesta tarde por audiência de custódia.

La semana pasada, a Procuradoria em São Paulo tinha pedido a condenação de Cobra também por crime de violação sexual durante um voo que fez uma escala no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, en 2015. Como o crime se deu no espaço aéreo, a investigação tramitou na Justiça Federal.

A assessoria de imprensa do MPF informou que Cobra foi preso nesta segunda porque reiterou o mesmo crime denunciado em 2015.

Segundo a assessoria de imprensa do MPF, Cobra atacou, en agosto de este año, uma profissional de imprensa após uma entrevista, en Sao Paulo.

Assédio em avião
Sobre o crime ocorrido em 2015, uma vítima e uma testemunha disseram à polícia, de vez en cuando, que o agressor sentou-se ao lado da mulher e passou a conversar e dizer que trabalhava com o corpo e manipulação de energias.
Na decolagem, ele passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes e dizer que o formato do corpo dela despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo.

No fim da decolagem, a vítima escapou do agressor, se levantou e correu até a equipe de bordo. Ela foi mantida distante do homem durante o resto do voo. Quando a aeronave pousou em Congonhas para uma conexão, a vítima esperou todos os passageiros descerem para ir até a delegacia da Polícia Federal (PF) relatar o crime.

A Procuradoria enquadrou o homem no artigo 215 do código penal (conjunção carnal ou ato libidinoso mediante fraude ou meio que impeça ou dificulte reação da vítima). O MPF sustenta que o agressor agiu de forma dolosa e premeditada para praticar os atos libidinosos para satisfazer seu prazer sexual.

Para a procuradora responsável pelo caso, Ana Carolina Previtalli Nascimento, da 3ª Vara Federal de São Paulo, o crime previsto no artigo 215 se aplica em situações de violação à liberdade sexual cometidos em transportes coletivos quando o ato não caracterizar estupro por ausência de violência ou grave ameaça. A pena para o crime é de dois a seis anos de prisão.


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