‘Acordo fez empresários comerem ‘abiu’ durante as eleições’, dispara José Ricardo sobre o reajuste da passagem de ônibus

Para o parlamentar é muito estranho que os empresários de ônibus não tenham aplicado o reajuste da tarifa na data autorizada pelo STJ.
09/11/2016 14h38 - Atualizado em 10/11/2016 08h06

Foto: divulgação


O deputado José Ricardo Wendling (PT) manifestou-se nessa terça-feira (8) ser totalmente contra o reajuste da passagem de ônibus, que deve passar em breve de R$ 3 para R$ 3,54 e questionou o acordo feito entre a Prefeitura e os empresários. A decisão foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda no dia 28 de setembro deste ano, durante o período eleitoral e às vésperas do primeiro turno das eleições.

Para o parlamentar é muito estranho que os empresários de ônibus não tenham aplicado o reajuste da tarifa na data autorizada pelo STJ. “Por que somente agora, depois de um mês e meio, voltaram a falar do assunto? Que acordo é esse feito com a Prefeitura que fizeram os empresários comerem ‘abiu’ durante as eleições? Se até agora ficaram sem esse reajuste, então não há necessidade de aumentar a passagem de ônibus”, disse ele, cobrando ação enérgica da Prefeitura para barrar mais esse prejuízo à população.

O deputado também questionou a qualidade do serviço oferecido a população. “Sou contra porque não considero justo a população pagar mais caro por um péssimo serviço. No mesmo contrato que prevê reajustes de tarifa, também determina renovação e ampliação da frota de ônibus. Mas isso não vem acontecendo. Este ano, não tivemos nenhum ônibus novo circulando na cidade e, no ano passado, quase nada. Os empresários não cumprem contrato, mesmo tendo cerca de R$ 105 milhões em incentivos e subsídios (valores do ano passado), mas todo ano exigem reajustes”, destacou.

Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) acatou ação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), autorizando o reajuste da tarifa para R$ 3,54, que posteriormente foi suspenso, após recurso da Procuradoria Geral do Município (PGM).


*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.


Facebook

Economia

Contato Termos de uso