• Governador visita projetos para o modelo da Matriz Econômica Ambiental em Manacapuru

    O projeto é de uma agroindústria de processamento de açaí e de criação de peixe em cativeiro.
    25/12/2016 14h50 - Atualizado em 26/12/2016 10h53

    Foto: Bruno Zanardo/Secom


    O governador do Amazonas, José Melo, visitou na manhã do sábado, 24 de dezembro, os projetos de uma agroindústria de processamento de açaí e de criação de peixe em cativeiro que estão em implantação no município de Manacapuru (a 87 quilômetros de Manaus). As duas atividades econômicas serão potencializadas no Estado com o desenvolvimento da nova Matriz Econômica Ambiental, que tem recursos assegurados pelo governo estadual para investimentos a partir de 2017.

    A proposta do governo é incentivar a produção de frutas com grande escala comercial, como açaí, cupuaçu e manga, e o processamento industrial. Com a piscicultura, a ação é semelhante. Além da criação em cativeiro, o governo espera atrair a iniciativa privada para ações de inovação industrial. Os primeiros trabalhos vem sendo feito com incentivos à criação e mudanças da legislação. Outra etapa importante está na infraestrutura, com o asfaltamento de estradas vicinais.

    “A implantação da nova Matriz Econômica Ambiental é algo fundamental. Temos como base produzir proteína, consorciado com a fruticultura. Vamos incentivar e trabalhar para a base mineral ser explorada”, destacou José Melo. A expectativa é que 48 vicinais em todo o Estado ganhem asfalto e ajudem a facilitar o escoamento da produção.

    A Nova Matriz Econômica Ambiental do Amazonas está contemplada no pacote de R$ 950 milhões que o governo do Estado tem em caixa para investimentos no ano que vem, oriundos de empréstimos. Com a Caixa Econômica Federal, o governo amazonense vai formalizar a contratação de recursos da ordem de R$ 300 milhões, dinheiro que será empregado na duplicação da AM 010 até Rio Preto da Eva, o asfaltamento de estradas vicinais no interior e o desenvolvimento da piscicultura e fruticultura. Com o Banco do Brasil, o financiamento garantido é de R$ 300 milhões, que serão divididos para infraestrutura na capital e investimento no setor primário do interior.

    “O Amazonas dispõe das condições ideais para criar peixe em cativeiro e tornar essa atividade econômica uma alternativa de desenvolvimento no interior. É uma vocação natural que o nosso governo tem priorizado. Queremos alavancar o modelo. Além de apoiar os pequenos, estamos trabalhando para atrair os investimentos do setor privado”, disse o governador.

    Entre 2015 e 2016, o governo amazonense prevê aporte financeiro de aproximadamente R$ 50 milhões para o fortalecimento da piscicultura. O arranjo governamental garante a implantação de tanques escavados em propriedades rurais, assistência técnica e a doação de alevinos (filhotes), sem ônus para o produtor, além do financiamento para a compra de insumos e de ração.

    No pacote de ações para viabilizar a atividade, o governo concluiu e fez a manutenção de estações de produção de alevinos em Balbina e Humaitá e está rediscutindo a legislação que regulamenta os sistemas de produção pesqueiros. Atualmente, o governo estadual tem projetos de criação de peixe sendo executados em Presidente Figueiredo, Manacapuru, Humaitá,Anori, Itacoatiara e Rio Preto da Eva.


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