Crianças vítimas de naufrágio no rio Madeira são alvos da Operação ‘Pente Fino’

Equipes divididas em três lanchas estão no 4º dia à procura de crianças de 1 e 5 anos que sumiram após lancha afundar em N. Olinda do Norte.
13/03/2017 16h28 - Atualizado em 14/03/2017 11h48

Foto: divulgação


Corpo de Bombeiros e Defesa Civil iniciaram, nesta segunda-feira (13), a operação denominada ‘Pente Fino’, para encontrar as duas crianças, de quatro meses e 4 anos, que continuam desaparecidas desde o naufrágio da lancha expresso ‘Vó Mulata’, no município de Nova Olinda do Norte (distante 135 km de Manaus). O incidente aconteceu na manhã da última quinta-feira (9). As buscas recomeçaram às 8h e deve seguir até o final da tarde.

Nestes quarto dias de buscas as equipes dos bombeiros vão se dividir em três lanchas e percorrer cerca de 20 a 25 quilômetros pela região conhecida como Boca do Madeira, ou a foz do rio, local de limite entre os municípios de Autazes, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara e onde o rio Madeira desemboca no rio Amazonas.

Desde o naufrágio, as equipes não cessaram os trabalhos à procura das duas crianças, inclusive no final de semana. Além das buscas sobre as águas, os bombeiros também fizeram buscas submersas durante mais de 90 horas, ultrapassando o protocolo padrão de 72h. Devido à forte chuva, a visibilidade no local teria ficado comprometida, e os mergulhadores alcançaram a profundidade de 23 metros. As buscas também abrangeram as áreas indicadas pelos familiares.

A fatalidade aconteceu na manhã da última quinta-feira (9). Na ocasião, a embarcação fazia linha da comunidade Rosarinho em Autazes (distante 112 km de Manaus), passando por Nova Olinda do Norte, até o município de Borba (distante 150 km de Manaus), quando ocorreu uma suposta pane no motor.

As causas do naufrágio estão sendo investigadas, mas segundo a polícia há suspeita de que o motor da embarcação tenha sofrido uma pane e o piloto perdido o controle da direção. Assim, a lancha foi arrastada pela forte correnteza do rio Madeira e afundou, fazendo os tripulantes caírem na água até serem levados para debaixo do terminal hidroviário do porto de Nova Olinda do Norte.


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