Presos da Custo Político serão principais alvos de facções caso haja rebelião, diz MPF em pedido de transferência

Segundo documento do MPF “a permanência dos presos no sistema estadual acarreta risco à vida e à integridade física dos mesmos”.
20/12/2017 15h08 - Atualizado em 21/12/2017 16h17

Foto: Reprodução


Redação AM POST

O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas pediu para à Justiça Federal que todos os presos da Operação Custo Político, deflagrada na última quarta-feira (13), sejam transferidos para presídios federais brasileiros.

Segundo o MPF, a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Amazonas (Seap), destacou que em caso de uma eventual “crise no sistema, certamente, os custodiados serão um dos principais alvos das facções criminosas, caso estejam custodiados em estabelecimento prisional comum”.

O pedido foi feito pelo procurador da República Alexandre Jabur e encaminhado à juíza federal da 4ª Vara da Seção Judiciária do Amazonas na última segunda-feira (18).

“Nessas circunstâncias, é extreme de dúvida que, de acordo com a autoridade responsável pela administração penitenciária local, a permanência dos presos no sistema estadual acarreta risco à vida e à integridade física dos mesmos, demandando alguma atitude por parte deste r. Juízo, a fim de resguardar os direitos dos presos”, defende o órgão no documento.

Preventivos
Os presos preventivos são: o ex-secretário de Administração do Estado Antônio Evandro Melo de Oliveira – irmão do governador cassado José Melo; de dois ex-secretários de Saúde, Pedro Elias e Wilson Duarte Alecrim; e do ex-secretário de Fazenda Afonso Lobo Moraes.

Provisórios
Os presos provisórios são: o ex-secretário de Casa Civil do Estado Raul Armonia Zaidan; o médico e empresário Mouhamad Moustafa – acusado de liderar o esquema criminoso que desviou mais de R$ 100 milhões da Saúde no Amazonas – a advogada Priscila Marcolino Coutinho; José Duarte dos Santos Filho e Keytiane Evangelista de Almeida.


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