Ex-prefeito de Nova York sugere criação de Banco de DNA no Amazonas em 1ª fase de consultoria

Contratação custará mais de R$ 5 milhões e é alvo de investigação do MP e críticas.
27/06/2018 18h13 - Atualizado em 28/06/2018 17h55

Foto: divulgação


O governador recebeu o relatório técnico da primeira fase do trabalho realizado no Amazonas pelo escritório internacional em consultoria de segurança Giuliani Security & Safety (GSS) nesta quarta-feira (27) em evento no Centro Cultural Palácio Rio Negro, no Centro de Manaus. Um dos pontos indicados por Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e proprietário do escritório, para melhorar o setor de segurança no Estado é a criação do Banco de DNA.

No documento entregue a Amazonino, estão as recomendações para as próximas etapas do projeto de modernização e melhoria do sistema de segurança pública do Amazonas, cujo o objetivo é a redução da criminalidade. Em abril, o governo anunciou que o Amazonas seria o primeiro estado do Brasil a receber consultoria de Rudolph Giuliani, o criador programa “Tolerância Zero”, implantado em Nova York quando era prefeito e que reduziu o índice de criminalidade em mais de 60%, entre 1994 e 2002.

A empresa Giuliani Security & Safety prevê que sejam realizadas mais duas fases com seis meses de duração, cada. A próxima etapa será análise do sistema prisional do estado por meio do levantamento de especialistas dos EUA.

Contratação sem licitação
O governo do Amazonas oficializou no dia 4 de maio a contratação da empresa Giuliani Security & Safety para prestar serviços de consultoria e assessoria de segurança para um diagnóstico, identificando medidas para que torne mais eficiente a repressão a criminalidade no estado. A empresa fará o programa “Inteligência e Proteção do Amazonas”.

A consultoria custará R$ 5.648.987,50. O pagamento do valor foi acordado em três parcelas em dólar e está sujeito em cotação do dia da moeda norte americana. A primeira parcela estava estimada em R$ 1.651.000,00, mas no dia 18 de maio o governo do Amazonas repassou o pagamento de R$ 1.760.000,00. A segunda parcela de 560 mil dólares deve ser paga nos próximos dias após apresentação da primeira atividade da consultoria.

O contrato foi assinado com dispensa de licitação e tem vigência de um ano. O procedimento levou o Ministério Público do Amazonas instaurar inquérito civil para apurar possíveis irregularidades. O MPE-AM solicitou cópia do processo que resultou na dispensa da licitação. O governo do estado alega que a empresa tem notória especialização na realização do objetivo pretendido.

A contratação também é alvo de críticas de parlamentares do Amazonas. Vários deputados estaduais afirmam que consultorias da empresa foram feitas em outras cidades, mas os problemas na segurança pública não foram resolvidos.


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