Deputado denuncia governador Amazonino por superfaturamento em compra de livro escolar

Segundo Sabá Reis, o governador preferiu comprar em São Paulo, pagando R$ 55,00 por cada unidade enquanto que aqui em Manaus o produto custa R$ 39,00.
12/07/2018 16h50 - Atualizado em 13/07/2018 16h37

Foto: reprodução


Desafiado a comprovar as denúncias sobre irregularidades nas compras autorizadas pela administração Amazonino Mendes, sem a realização de licitação pública, o deputado Sabá Reis (PR) voltou ao ataque na manhã da quinta-feira, 12, e mostrou autorização para a aquisição de 228 mil livros “Droga disfarçada de estudante”, da empresa Previna, em São Paulo, por R$ 50,00 a unidade, enquanto em Manaus o produto é encontrado na Concorde por R$ 39,00.

De acordo com Sabá Reis, que pediu a imediata intervenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para impedir “mais uma sangria contra os cofres públicos”, a “ação marota”, levada a efeito pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), provocará um gasto desnecessário de R$ 2,5 milhões, que poderiam ser economizados e aplicados em outras ações caso o livro tivesse sido comprado no comércio de Manaus, que gera empregos, paga impostos e todos os encargos fiscais determinados pela legislação.

“Este livro na livraria Concorde, em Manaus, sai por R$ 39,00, mas o governo preferiu comprar em São Paulo, pagando R$ 55,00 por cada unidade. Quer dizer, o governo preferiu comprar em São Paulo, pagando mais de R$ 11,4 milhões, ao invés de adquirir no comércio local e desembolsar apenas pouco mais de R$ 8,9 milhões”, explicou Sabá Reis, apontando a necessidade de a Assembleia Legislativa ter mais atenção e participar de forma mais efetiva do processo de fiscalização das ações do governo Amazonino Mendes.

Ao falar sobre a compra superfaturada do livro “Droga disfarçada de estudante, de Filippe Arlem O. Maffra, 2010 – do projeto Escola sem drogas -, Sabá Reis não se conteve e disparou:

“Droga mesmo é este governo. É a forma como este governo procede, promovendo este tipo de conduta, que retira recursos públicos de áreas essências para cobrir gastos inexplicáveis. Tem muita ladroagem, muita safadeza, muita falta de vergonha, muita indignidade neste governo. O TCE está no dever de suspender esta roubalheira” alfinetou.


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