• Globo se pronuncia depois de embate entre Bolsonaro e Renata Vasconcellos

    Emissora enviou um comunicado depois que Bolsonaro e Renata Vasconcellos se estranharam em entrevista no Jornal Nacional
    31/08/2018 10h45 - Atualizado em 11/09/2018 12h47

    Foto: Reprodução


    Na terça-feira, 28, o clima entre o candidato à Presidência pelo Partido Social Liberal (PSL), Jair Bolsonaro, e a jornalista Renata Vasconcellos ficou tenso durante a entrevista no Jornal Nacional.

    Sobre o tema da desigualdade salarial entre homens e mulheres, o candidato minimizou a questão e disse Renata “ com toda certeza” ganharia menos do que Bonner:

    “Não sei ao certo, mas com toda certeza há uma diferença salarial aqui, parece que é muito maior para ele que para a senhora”.

    No entanto, Vasconcellos é editora-executiva e Bonner é editor-chefe, cargos hierarquicamente diferentes. Embora dividam a bancada do JN.

    A jornalista retrucou:

    “Eu poderia até como cidadã e como qualquer cidadão brasileiro fazer questionamentos sobre seus proventos porque o senhor é um funcionário público há 27 anos e eu como contribuinte ajudo a pagar o seu salário. O meu salário não diz respeito a ninguém e eu posso garantir ao senhor, como mulher, que eu jamais aceitaria receber um salário menor de um homem que exercesse as mesmas funções e atribuições que eu”.

    Questionada por EXAME, a emissora declarou que não comenta suas políticas internas salariais mas que elas estão de acordo com a CLT que determina isonomia nas relações de trabalho

    Confira o comunicado oficial envidado à redação pela TV Globo:

    “A Globo está em linha com as melhores práticas de remuneração e valorização dos talentos do mercado. Não comentamos políticas internas, mas podemos afirmar que zelamos pelo cumprimento integral da CLT, que assegura o princípio da isonomia nas relações de trabalho. Além disso, recordamos que lançamos, há dois anos, a plataforma ‘Tudo começa pelo Respeito’, em parceria com UNESCO, UNICEF, UNAIDS e ONU MULHERES, que atua na mobilização da sociedade para o fortalecimento de uma cultura que não apenas tolere, mas respeite e discuta amplamente os direitos de públicos vulneráveis à discriminação e ao preconceito, reduzindo as desigualdades sociais.”

    Fonte: EXAME


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