Artistas e intelectuais passam por “lavagem cerebral”, diz vice de Bolsonaro

Mourão citou que algumas das cantoras que andaram tomando posição —que ele destacou que “não sabe nem se é delas mesmo ou se é algo que foi imposto”.
27/09/2018 13h56 - Atualizado em 28/09/2018 12h49

Foto: Reprodução


O candidato a vice-presidente da chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), disse à Reuters que artistas e intelectuais do país, alguns dos quais têm se empenhado publicamente em defender o voto contra o presidenciável do PSL, passaram por uma “lavagem cerebral”.

“O que você vê nitidamente é que a nossa classe artística aí, a classe intelectual, esse pessoal passou por um processo de lavagem cerebral que parece que só tem uma visão de mundo para eles. Eu acho que isso está errado”, disse Mourão, em entrevista por telefone na quarta-feira.

Ao ser questionado sobre os movimentos, principalmente em redes sociais, de artistas com representatividade nacional que pregam o voto contra Bolsonaro, o candidato a vice afirmou ainda que a classe artística no país é patrulhada ideologicamente e, se não tomam uma posição contra o presidenciável do PSL —líder nas pesquisas de intenção de voto—, podem até perder o emprego.

“Olha, os artistas são patrulhados ideologicamente, né? Então, se eles não tomam essa posição, eles perdem até o emprego. Então eu tenho até pena da classe artística, porque parece até que eles pararam de pensar”, disse.

Bolsonaro está hospitalizado se recuperando de um atentado à faca em evento de campanha no dia 6 de setembro.

Mourão citou que algumas das cantoras que andaram tomando posição —que ele destacou que “não sabe nem se é delas mesmo ou se é algo que foi imposto”— estão “começando a tomar aqueles famosos ‘dislikes’ nos Facebooks da vida numa proporção muito maior”.

Cantoras como Anitta e Daniela Mercury usaram redes sociais para defender o voto contra Bolsonaro, embaladas pela hashtag #EleNão, que tem ganhado a adesão de milhões de brasileiras e brasileiros.

No passado, Bolsonaro já deu declarações polêmicas contra mulheres e até responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal pelo episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”.

Fonte: Reuters


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