• Concurso de samba enredo da Mocidade Independente de Aparecida é acusado de fraude por participantes

    Prints vazados em grupos de Whatsapp evidenciam um suposto conchavo para determinar o vencedor do concurso.
    04/09/2018 10h29 - Atualizado em 5/09/2018 10h36

    Natan Gaia – Redação AM POST

    A final do concurso para escolha do samba enredo da Mocidade Independente de Aparecida (MIA) gerou polêmica neste final de semana em Manaus porque participantes alegam que houveram diversas irregularidades e fraude na disputa.

    Alguns participantes, que preferiram não se identificar, relataram ao AM POST que houve vazamento em grupos de Whatsapp do carnaval de Manaus conversa entre um dos jurados e vice-presidente da escola, Fabrício Nascimento, com um dos componentes do samba vencedor que evidencia um suposto conchavo para determinar o samba vencedor do concurso.

    Ainda segundo relatos dos participantes o presidente da agremiação também carnavalesco e jornalista, Saulo Borges, foi coagido em público para escolher o samba vencedor, tendo em vista que houve empate em seis votos para cada música (sambas 04 e 07), restando ao respectivo presidente o voto de minerva.

    Em um dos vídeos que circulam no Whatsapp, Saulo afirma ter votado no samba 04, mas logo em seguida ele conversa com jurados e muda subitamente de opinião para o samba 07, fato que é visto pelos participantes como possível coação por parte dos jurados votantes.

    https://www.instagram.com/p/Bm9E6q3A2au/?taken-by=gresaparecidaoficial

    De acordo com relatos, houveram ainda, diversas ameaças. “Ele teve até que ser escoltado por seguranças para sair do local”, afirmaram os denunciantes, que cogitam a possibilidade de levar o caso ao Ministério Público do Amazonas.

    Resposta da escola
    A reportagem do portal AM POST entrou em contato com o carnavalesco, Saulo Borges, que alegou não ter conhecimento do material vazado na internet mas que pretende se reunir com a diretoria da escola para valiar o caso. “Não chegou nada pra mim. Sobre prints eu não tenho conhecimento. A escola se souber vai reunir em diretoria e avaliar o material, se houver cunho de realidade vamos também definir o que fazer”, disse.

    O presidente da Aparecida não confirmou se houve coação em sua decisão e confessou ter gostado mesmo do samba 4 mas disse que o que estava em jogo naquele momento não eram suas preferencias pessoais.

    “Não sei se houve coação, mas acredito que tomei a melhor decisão para a escola. Eu tinha um samba preferido, votei no 4, mas o que me agrada nem sempre é o melhor para a escola. Não mudei o voto, tinha o voto de Minerva e resolvi votar no 7 por acreditar que era o melhor naquele momento para a agremiação” justificou.

    A respeito da denúncia dos participantes do concurso, Saulo, afirmou que o descontentamento é algo natural em uma disputa como essa. “Isso é comum para a Escola de Samba da Aparecida, que tem grande visibilidade, o que faz a disputa ser forte e acirrada e a insatisfação é natural dos que não são contemplados com a vitória”, concluiu.


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