Grávida vítima de tarado em ônibus pediu ajuda por celular: ‘Humilhação’

Homem foi espancado por passageiras após se masturbar e tentar abusar de grávida, que estava com filha de 4 anos no colo.
07/09/2018 12h20 - Atualizado em 11/09/2018 12h41

Foto: Reprodução


A mãe da jovem que sofreu assédio sexual dentro de um ônibus municipal em Praia Grande, no litoral de São Paulo, recebeu um pedido de ajuda da filha pelo celular. O suspeito, de 20 anos, que se masturbou e tentou encurralar a vítima, de 28, grávida e com a filha de 4 anos no colo, foi liberado pela polícia após assinar um termo na delegacia.

O caso aconteceu dentro de um coletivo da linha 15. “Minha filha saiu da casa dela e estava vindo para a minha, almoçar. Ela pegou um ônibus para não vir sozinha de carro de aplicativo, pois queria se sentir mais segura. Ela está grávida e estava com a minha netinha no colo”, contou a mãe da vítima, uma diarista, de 50 anos.

No trajeto, a passageira acionou a mãe pelo celular, relatando que havia um rapaz se comportando de maneira estranha no veículo. “Ela me mandou uma mensagem dizendo que o cara estava olhando fixamente. Eu não pensei em abuso. Achei que ele poderia roubá-la e mandei ela guardar o celular até ele descer”, conta.

Durante o percurso, a vítima, que estava com a filha no colo, notou que o suspeito se aproximava dela na medida em que os demais passageiros saíam do veículo. “Minha filha estava mais para o fundo do ônibus, quando ele chegou com as calças abertas e tentou a encurralar. Foi quando ela gritou pedindo ajuda”.

Pouco depois, duas mulheres subiam no coletivo e chamaram a polícia. “Ele saiu correndo até a catraca, com as calças pelo joelho, dizendo que não fez nada. A motorista não acreditou e não abriu as portas até a polícia chegar. Foi quando houve uma aglomeração, e ele acabou tomando uma surra”, conta a mãe da vítima.

O jovem foi detido com a chegada dos policiais militares e encaminhado à Delegacia Sede da cidade, onde acabou liberado após a assinatura de um termo circunstanciado por ato libidinoso. A autoridade policial de plantão não entendeu que houve abuso sexual ou eventual tentativa de estupro, então não o prendeu.

Além de assustada, a jovem e a criança ficaram em estado de choque. “O fato de ele não ter ficado preso foi uma grande humilhação para todas nós, mulheres. Minha filha está apavorada. Minha neta não quer entrar mais em ônibus nenhum. Como a gente faz para viver, com esse homem à solta?”, desabafa a diarista.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foi elaborado um termo circunstanciado de importunação ofensiva ao pudor e ato obsceno, depois que as partes e testemunhas foram ouvidas. Por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, ele foi liberado, e o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

Fonte:G1


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