Sandra Annenberg causa polêmica ao falar sobre incêndio no Museu

A apresentadora questionou a celeridade dos bombeiros em conter o incêndio do Museu Nacional e revoltou os internautas.
04/09/2018 08h38 - Atualizado em 11/09/2018 12h43

Foto: Reprodução


O incêndio que destruiu o Museu Nacional está sendo a pauta do dia nos principais noticiários do país nesta segunda-feira, 3. No Jornal Hoje, jornalístico vespertino da TV Globo, a apresentadora Sandra Annenberg causou polêmica com uma fala sobre o trabalho dos bombeiros para conter as chamas que consumiam o espaço.

Na ocasião, a comunicadora conversava com um repórter que estava em frente ao Museu, com as últimas informações sobre o incêndio, quando questionou-o sobre a celeridade dos trabalhos dos agentes.

“Pedro, começa explicando pra gente por que os bombeiros demoraram tanto para conseguir controlar o fogo e deixar que destruísse a nossa história?”, questionou a apresentadora.

Nas redes sociais, a fala de Sandra Annenberg não foi bem recebida pelos internautas, que criticaram a âncora do JH por “culpabilizar” os bombeiros pela perda do vasto acervo do Museu Nacional.

Incêndio

Um incêndio atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, às 19h30 do domingo, 2.

Informações apontam que o fogo começou após o fechamento do museu a visitantes. Assim que as chamas começaram, quatro vigilantes estavam dentro do museu e conseguiram sair a tempo, sem ferimentos.

Os bombeiros chegaram ao local por volta das 20h30, segundo a GloboNews. Há três anos, a instituição funcionava com orçamento reduzido e vinha sofrendo com falta de manutenção. Era possível ver fios de instalações soltos e cupins nas paredes.

Abandono

Há três anos, o Museu Nacional funcionava com orçamento reduzido e vinha sofrendo com falta de manutenção. Era possível ver fios de instalações soltos, além dos cupins que destruíram a base onde estava instalada a reconstrução do fóssil de um dinossauro de 13 metros.

A instituição chegou a anunciar uma ‘vaquinha virtual’ para arrecadar recursos junto ao público para reabrir a sala onde ficava a instalação do dinossauro Dino Prata, a mais importante do acervo.

O museu recebia um repasse anual de R$ 550 mil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Porém, nos últimos anos, só tem recebido 60% deste valor.

História

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, o museu completou 200 anos em 2018. Calcula-se que o acervo tenha cerca de 20 milhões de itens. A instituição é autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. A instituição foi criada por Dom João VI, em 06 de junho de 1818. O local já foi residência oficial da família real e é a primeira instituição científica da história do país.

Fonte: Catraca Livre


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