• Jean Wyllys culpa Bolsonaro por ameaças que recebe nas redes sociais

    A assessoria de Bolsonaro retrucou dizendo que quem levou uma facada foi o presidente eleito.
    03/11/2018 17h30 - Atualizado em 3/11/2018 17h30

    Foto: Reprodução


    Ativista da causa LGBT e das minorias, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse ao Jonal O GLOBO que foi transformado em “pária” pela campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e que hoje vive em “cárcere privado” por estar sob permanente proteção policial, devido, segundo ele, a ameaças que recebeu de apoiadores de Bolsonaro. Wyllys fez oposição intensa ao presidente eleito e chegou a cuspir nele, em 2016, durante a votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara.

    Desde que a vereadora do PSOL Marielle Franco foi assassinada, em março, o deputado federal tem escolta policial e só anda com carro blindado. Agora, ele afirma que as ameaças que recebe de apoiadores de Bolsonaro limitaram sua vida pessoal e política. “Estou praticamente em cárcere privado pelas medidas de segurança que fui obrigado a respeitar. Logo, no momento, estou preocupado em me manter vivo, em cuidar da minha saúde que está abalada pelo volume de mentiras e ameaças contra mim. Estou preocupado em sobreviver, em recobrar as forças num país que elegeu o fascismo”, disse.

    O deputado federal, que foi reeleito este ano, também disse que a sua “luta pela sobrevivência” está ligada à “multiplicação de grupos na internet que estão prometendo assassinar gays”.

    Procurada para falar sobre as declarações de Wyllys, a assessoria parlamentar de Bolsonaro disse que quem levou uma facada foi o presidente eleito, que Wyllys chama de fascista. “Coincidências ou não, o terrorista que cometeu o crime, era filiado ao partido do ‘ameaçado de morte’, o PSOL. É aquele velho enredo que a população já percebeu: ‘Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é’. Assim é a linha auxiliar do PT“.

    Adélio Bispo dos Santos, que deu a facada em Bolsonaro, foi filiado ao PSOL de 2007 a 2014. Em nota, o partido repudiou o ataque e cobrou investigação sobre o ataque.

    Fonte: Jornal O Dia


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