Bolsonaro diz que analisa criar Ministério da Amazônia sugerido por Átila Lins e critica Greenpeace: “lixo”

A decisão de criar o ministério, no entanto, dependeria de uma avaliação sobre seu impacto econômico.
13/02/2020 12h55 - Atualizado em 13/02/2020 12h59

Foto: Reprodução


Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (13) que pode analisar a proposta de criar um ministério extraordinário para cuidar da Amazônia, apresentada a ele pelo deputado Átila Lins (PP-AM).

Ao conversar com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, acompanhado de Lins, Bolsonaro disse que é uma ideia a ser analisada, mas ponderou que haveria reações negativas e mais despesas.

“Teria uma reação grande, porque é a proposta de criar mais um ministério, ministério extraordinário da Amazônia. Vou levar para estudar, não posso resolver aqui, agora. Envolve despesa, o impacto negativo de mais um ministério”, disse.

Bolsonaro defendeu ainda o fato de o Conselho da Amazônia, que será coordenado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, não incluir membros da sociedade civil nem os governadores dos Estados da região.

“Tem bastante ministros. Nós não vamos tomar decisões sobre Estados da Amazônia sem conversar com governador, com a bancada do Estado. Se botar muita gente é passagem aérea, hospedagem, uma despesa enorme, não resolve nada”, defendeu.

Greenpeace
O presidente Jair Bolsonaro chamou de “lixo” a organização ambiental Greenpeace, na manhã desta quinta-feira, 12. Ele reagiu às críticas da ONG, fundada em 1971 , sobre a reformulação do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

“Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo. Outra pergunta”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada. Em nota, o Greenpeace destacou que a o conselho será formado exclusivamente pelo governo federal, sem participação dos governadores dos estados da Amazônia.

“Se você quiser que eu bote governadores, secretários de grandes cidades, vai ter 200 caras. Sabe o que vai resolver? Nada. Nada” disse Bolsonaro, que acrescentou: “tem bastante ministros. Nós não vamos tomar decisões sobre Estados da Amazônia sem conversar com governador, com a bancada do Estado. Se botar muita gente é passagem aérea, hospedagem, uma despesa enorme, não resolve nada”, reagiu Bolsonaro.

Para o Greenpeace, o Conselho da Amazônia “não tem plano, meta ou orçamento”. “Ele (o Conselho) não anulará a política antiambiental do governo e não tem por finalidade combater o desmatamento ou o crime ambiental. Os governadores, indígenas e a sociedade civil não fazem parte da sua composição”, disse a entidade internacional.

No texto, o Greenpeace também fala que a transferência do conselho do Ministério do Meio Ambiente para a vice-presidência da República tenta “minimizar o impacto negativo da gestão do ministro Ricardo Salles”.

“Bolsonaro retirou o Ministro do Meio Ambiente do comando de políticas ambientais para a Amazônia e espera que isto já seja o suficiente para enganar a opinião pública e os investidores internacionais. Mas os resultados continuarão sendo medidos diariamente pelos satélites que medem o desmatamento”, disse.

Veja vídeo:

– Quebra-queixo- Hoje pela manhã 13/02/2019. Link no youtube: https://youtu.be/Y2-UQ-NaP7o

Gepostet von Jair Messias Bolsonaro am Donnerstag, 13. Februar 2020


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