Caso de bebê que teve o braço fraturado por negligência médica no ICAM será levado ao MPE

Segundo a mãe da criança, ela só descobriu a fratura no braço de seu filho, que é especial, depois de ter visto o roxo e o inchado.
20/02/2020 19h34 - Atualizado em 20/02/2020 19h34

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

Em tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta quinta-feira (20), o deputado Dermilson Chagas (sem partido) afirmou que levará ao Ministério Público do Estado (MPE), o caso do bebê Carlos César Martins da Costa que teve seu braço fraturado por negligência médica de profissionais que fazem parte da empresa Manaós, no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM).

O caso exposto pelo parlamentar foi denunciado pela própria mãe de Carlos, Daywana Costa que em seu relato, disse que descobriu a fratura no braço do seu filho depois de ter visto o roxo e o inchado. “Meu menino é especial e está no ICAM há seis meses em tratamento. E no início desse mês, ele apresentou um problema de inchaço no seu corpinho, que em alguns dias sumiu. Porém, o seu braço continuou inchado. Perguntei do médico o motivo e ele ficou de verificar, mas, não me respondeu. Quando na sexta-feira, dia 14, uma enfermeira que havia acabado de voltar das férias, viu o bracinho dele e resolveu levá-lo para realizar o exame de raio-x. No resultado, foi constatado que o braço está mesmo fraturado”, relatou

Em seguida, Daywana informou aos profissionais e a diretora do ICAM, sobre a situação. “Perguntei como aconteceu e o motivo de ter acontecido, mas ninguém soube me informa. Apenas ficaram de resolver a situação a do meu filho. Mas até agora nada”, disse.

O caso de Carlos foi descoberto depois que a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), por meio de uma liminar substituiu os profissionais do Instituto dos Enfermeiros Intensivistas do Amazonas (IETI) pelos da empresa Manaós Saúde, que já havia sido denunciado pelo deputado Dermilson por não obter profissionais capacitados para atuarem nas 39 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Estado. “Mudou de empresa, ficou pior ainda, quando era a antiga, meu filho era bem tratado e limpo. Agora com a outra, meu filho vive sujo de sangue, com a bolsa cheia de fezes e xixi. E agora o seu braço está quebrado. Só uma mãe sabe a dor que eu sinto ver o meu menino sofrer por falta de responsabilidade de pessoas que não estão dando à mínima. Eu aceito perder o meu filho para Deus, mas não aceito perder por negligência”, ponderou Daywana.

A mãe de Carlos, ainda clamou do governo do Amazonas, providências na saúde e principalmente com relação ao seu filho que até hoje está com braço fraturado. “Eu quero os meus direitos garantindo, pois, para mim é muito difícil vê-lo sofrendo nessa situação. Quero providências”.

MPE
Dermilson afirmou que levará o caso para Ministério Público investigar e punir os responsáveis pelas dores de Carlos e de sua mãe Daywana. “Nem é mais negligência, já está acima disso tudo. Não podemos fechar os olhos para o que está acontecendo no Amazonas, com o descaso e desrespeito. O governador precisa exonerar a diretora do ICAM e o Secretário de Saúde. Pois, vários erros vêm acontecendo na sua gestão e nenhuma solução é tomada”.

Dermilson ainda ponderou críticas ao governo do Amazonas. “O desgoverno do Wilson Lima está gerando dores e sofrimentos para os mais humildes que necessitam do serviço público de saúde. Há um caos generalizado na saúde e não estamos vendo nenhum remédio para cura”, disse o parlamentar. “Cobro diuturnamente por providências que o governo precisa tomar para acabar com esse problema, mas até agora nada. Até quando vamos vivenciar isso?”, alertou o deputado.

*Com informações da Assessoria de Imprensa


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