Mais de 50 mortes são registradas em 48 horas no Ceará após paralisação de PMs

Policiais cruzaram os braços e fecharam batalhões para pressionar por aumento salarial.
21/02/2020 16h43 - Atualizado em 21/02/2020 16h43

Foto: Reprodução


Redação AM POST*

Em meio ao motim de policiais e bombeiros militares por aumento salarial no Ceará foram registrados 51 assassinatos em 48 horas, o que representa mais de uma morte por hora. A categoria está em paralisação desde a noite de terça-feira (18), quando a média de homicídios no estado era de 6 por dia. A informação é do G1.

Entre os crimes registrados estão os casos de uma adolescente de 16 anos que foi atacado por 7 homens que estavam em motocicletas e uma dona de casa que foi assassinada na frente da mãe e dos filhos numa tentativa de assalto.

Tropas do Exército e de 300 agentes da Força Nacional, foram enviados ao estado pelo governo federal, já começaram a operar e vão atuar de forma prioritária na capital e cidades da Região Metropolitana.

O movimento dos PMs tem fechado batalhões e atacado carros oficiais, que tiveram os pneus esvaziados para não poderem ser utilizadas. Em um desses batalhões, o senador licenciado Cid Gomes foi baleado ao jogar uma retroescavadeira contra o portão que era mantido fechado pelos encapuzados. Ele não corre risco de morte.

A categoria quer que o aumento salarial de R$ 3,2 mil suba para R$ 4,5 mil ainda neste ano enquanto a proposta do governo do estado é conceder aumentos progressivos até 2022.

A Constituição proíbe greve de agentes de segurança, como policiais militares, policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários. Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) reiterou o veto.

O vereador Sargento Ailton, de Sobral, apontado como um dos coordenadores do movimento, foi expulso do Solidariedade nessa sexta-feira (21). “Não podemos aceitar que policiais e agentes públicos, encapuzados e armados como milicianos, levem o terrorismo às ruas”, diz o partido em nota.

*Com informações do G1


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