Plinio Valério diz que é preciso legalizar a “Amazônia das atividades ilegais”

Parlamentar defende discussão de PL que permite mineração em terras indígenas.
12/02/2020 13h58 - Atualizado em 12/02/2020 17h08

Foto: Beto Barata/Agência Senado


Agência Senado

O senador Plinio Valério (PSDB-AM) defendeu a discussão do projeto de lei (PL 191/2020) que regulamenta a mineração e a geração de energia elétrica em terras indígenas, enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional. O parlamentar lembrou que o projeto regulamenta dispositivos já existentes na Constituição. 

“A Amazônia, com toda a sua riqueza, não é uma benesse de Noruega, de Alemanha, de França, de quem quer que seja. Temos que preservar sim, claro que temos que preservar. Mas é hipocrisia não admitir que a Amazônia que está sendo devastada é a Amazônia das atividades ilegais, que a gente tem que legalizar”, ressaltou Plínio.

Para o parlamentar, se a atual política estivesse certa, “Manaus não teria 40 mil índios vivendo em condições subumanas em sua periferia”. Segundo ele, pesquisas mostram que a Amazônia tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs).

“O caboclo na Amazônia, com essa riqueza toda que se discute, não tem renda para comprar o açúcar, não tem renda para comprar o café, não tem renda para comprar o óleo. É muito fácil não só para alguns brasileiros, mas para os estrangeiros, pessoas físicas ou jurídicas, instaladas em suas ricas cidades de primeiro mundo, exigirem que se deixem intocadas as terras indígenas. É muito fácil cobrar vegetação original, preservação ambiental, minérios enterrados, enquanto os moradores dessas terras mal têm o que comer”, destacou o senador.


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