Plano de Contingência permite atuação rápida do Governo do Amazonas contra o Covid-19

Uma série de ações e nos serviços de saúde devem ser desenvolvidos com enfoque nesse enfrentamento.
20/03/2020 18h34 - Atualizado em 20/03/2020 18h34

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

Diante do cenário de pandemia do novo coronavírus, o Governo do Amazonas tem no Plano de Contingência Estadual para Infecção Humana pelo Covid-19 um dos seus principais instrumentos de ação. Segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Rodrigo Tobias, o plano envolve toda a gestão da saúde pública local no enfrentamento à doença e tem sido apontado, inclusive, como referência pelas Defesas Civis dos outros estados.

“Diante de tudo isso, uma série de ações e nos serviços de saúde devem ser desenvolvidos com enfoque nesse enfrentamento, no sentido de criar barreiras em que a gente obstaculize a transmissão dessa doença. A Susam elaborou, junto com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), um plano que, hoje, entre o sistema de Defesa Civil do Brasil, foi elogiado como sendo um dos melhores, sendo assim um modelo para que todos os outros estados pudessem adotar o mesmo plano de contingência”, disse o secretário.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, o plano de contingência estadual foi consolidado no início de fevereiro e é fruto da antecipação do Estado para o combate aos vírus respiratórios, que costumam se disseminar mais na época de chuvas. “Nós temos um plano de contingência para vírus respiratório desde novembro e nós ajustamos, adequamos o nosso plano às questões relacionadas ao novo coronavírus. Nosso plano já está na terceira edição, porque, à medida que o vírus vai se disseminando, nós vamos ajustando e reajustando esse plano”, explicou.

Respostas rápidas – Como o plano de contingência possibilita respostas mais rápidas no combate ao Covid-19, a recomendação é que os demais municípios e órgãos públicos, além da iniciativa privada, também executem seus planejamentos. Com esse objetivo, no início de março, a FVS realizou uma oficina com secretários do interior do estado para a elaboração dos planos de contingência municipais. Participaram da atividade representantes de Autazes, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo.

“É muito importante também que os municípios façam seus planos com base no do Estado e também órgãos de controle, ou seja, todo e qualquer setor, seja no âmbito público, seja no âmbito privado, toda e qualquer ação que previna a transmissão dessa doença vai ter impacto positivo no sentido de requerer cada vez menos os serviços de saúde”, frisou o secretário da Susam.

Fases de atuação – Segundo Rosemary Pinto, da FVS, o plano de contingência estadual prevê três fases de atuação no combate ao novo coronavírus. “A primeira fase é onde nos encontramos hoje, quando nós não temos casos autóctones, ou seja, casos aqui no próprio estado. Nessa fase, então, estamos na vigilância ativa desses casos, com quem ele (o paciente) esteve, de onde ele veio, quais são os contatos dele, se tem mais alguém sintomático, como está a saúde dele, se precisa ser internado ou não”, explicou.

A segunda fase do plano é quando há registro de transmissão local, ou seja, quando um caso positivo importado começa a transmitir para contatos próximos, como família, vizinhos e colegas de trabalho. Nesse estágio, a vigilância continua atuando para mapear e monitorar a cadeia epidemiológica, evitando a propagação do vírus.

“A terceira fase, em que vários estados do país já estão, seria a fase de transmissão comunitária. Nessa fase, nós já não temos mais o seguimento da cadeia epidemiológica, não sabemos mais de quem as pessoas contraíram esse vírus nem para quem elas passaram esse vírus. Nessa fase, então, a gente deixa de ter um trabalho mais de prevenção e vigilância, e passamos a focar naqueles pacientes que podem desenvolver formas graves (da doença)”, completou a diretora-presidente da FVS.

Segundo estudos realizados até o momento, cerca de 80% dos casos de coronavírus evoluem como uma gripe comum. Desses, 20% podem apresentar sinais de gravidade, enquanto 5% podem necessitar de internação em UTI. No grupo de risco estão idosos acima de 60 anos e pacientes com alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão.

Ações desenvolvidas – O Governo do Amazonas criou, ainda em janeiro, o Comitê Interinstitucional Ampliado de Gestão de Emergência em Saúde Pública para Resposta Rápida aos Vírus Respiratórios, com ênfase no Covid-19, onde o Plano de Contingência é constantemente atualizado. Entre as ações implementadas com base no planejamento está o treinamento dos profissionais da saúde, por meio de simulados ou capacitações, para atender casos suspeitos de Covid-19.


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