Amazonas confirma 899 casos de coronavírus

Nas últimas 24 horas, foram confirmados 95 novos casos da doença.
09/04/2020 15h27 - Atualizado em 10/04/2020 12h29

Foto: Divulgação


Redação AM POST*

O Amazonas tem, nesta quinta-feira (09/04), 899 casos diagnosticados do novo coronavírus (Covid-19). Nas últimas 24 horas, foram confirmados 95 novos casos da doença. Ao todo, 244 pessoas estão internadas, sendo 90 em estado grave nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que inclui casos confirmados e suspeitos. A atualização dos números foram dadas pela diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto e o Secretário Adjunto de Atenção Especializada ao Interior da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Cássio Espírito Santo em coletiva de imprensa nas redes sociais do Governo do Amazonas.

Dentre os casos confirmados, 800 são moradores de Manaus, e 99 nos municípios do interior que são: Parintins (6), Manacapuru (48), Itacoatiara (11), Santo Antônio do Içá (7), Boca do Acre (1), Anori (1), Novo Airão (1), Careiro da Várzea (2), Tonantins (3), Iranduba (11), São Gabriel da Cachoeira (1), Tabatinga (1), Presidente Figueiredo (2) e Manicoré (1), São Paulo de Olivença (4).

No Amazonas, foram confirmados 40 óbitos. Também há 60 pacientes cumprindo isolamento em casa e 44 recuperados. No Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), há 108 pessoas esperando o resultado dos exames. Então, 60 óbitos notificados, 40 confirmados, 13 descartados e 11 sob investigação, totalizando 4,45% de letalidade.

O secretário Cássio, confirmou que há 69 leitos de UTI e 84 leitos clínicos no hospital e Pronto-Socorro (HPS) Delphina Aziz, a ocupação é dinâmica porquê tem pacientes que são removidos de outras unidades, tem uns que estão na UTI e apresentam melhoras e vão para o clínico, existe paciente que tá no clínico mostra um agravo e necessita ir pra UTI.

Cássio frisou a importância da população se manter resguardada dentro de casa para a propagação do novo coronavírus, afirmou sobre o trabalho do Governo do Amazonas para combater a pandemia e sobre a contratação de profissionais da saúde para ajudar.

“O governo do Amazonas vem trabalhando diuturnamente pra aumentar os leitos, pra aumentar equipamentos, pra aumentar insumos, pra contratar mais profissionais pra atender e a gente precisa nesse momento que a população faça a parte dela, que é respeitar o isolamento social, respeitar as orientações dos decretos do governo do estado fez, pra que a gente tenha menos casos e que a gente possa conseguir da uma assistência com mais qualidade. Quando se fala de barreira sanitária, cada pessoa pode ser um instrumento de barreira sanitária, as barreiras sanitárias são necessárias porque as pessoas querem ir de um lugar pro outro, e o vírus não circula sozinho, são as pessoas que levam ele de um lugar pro outro”, disse.

Síndromes respiratórias
De acordo com dados da FVS-AM, há ainda 105 pessoas internadas com síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs), que estão em investigação para Covid-19. Desse total de internados com SRAGs, 27 estão em UTIs das redes pública (11) e privada (16). Rosemary Pinto voltou a afirmar que o Amazonas ainda está no período sazonal em que há maior incidência de SRAGs, que vai até maio, e reforçou a necessidade de isolamento social para conter o avanço do novo Coronavírus.

“Temos uma curva ascendente de casos e ainda não chegamos à segunda quinzena de abril e primeira de maio, que é quando estimamos o maior número de casos. O Ministério da Saúde recomenda que em casos como Manaus, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro, se tenha um isolamento social estrito, medidas mais rígidas para evitar aglomerações”, afirmou, ao recomendar a adoção de medidas de proteção.

“Recomendamos que cada pessoa tenha a sua máscara, feita em casa mesmo. Devemos deixar a máscara cirúrgica e a N95 para os profissionais de saúde. Vemos ainda muita gente andando desprotegida, circulando em vários locais”, frisou Rosemary Pinto.

UTI aérea
O secretário executivo adjunto do Interior da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Cássio Roberto Espírito Santo, esclareceu que o Estado mantém a assistência também aos casos registrados no interior e que o trabalho de remoções em UTI aérea continua, seguindo parâmetros definidos pelo complexo regulador da Susam.

Segundo ele, todos os dias, às 6h, o complexo regulador elenca as necessidades de remoção relatadas pelos sistemas municipais de saúde, analisando variáveis como gravidade dos casos e condições climáticas e logísticas para os voos. “Priorizamos casos mais graves e também de localidades mais distantes nesse planejamento de voo. Ontem mesmo trouxemos um paciente de Santo Antonio do Iça”, afirmou Cássio.


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