• Presidente da CMM avalia retorno dos fieis às igrejas de forma gradativa

    Joelson Silva disse que é uma medida coerente e sensata.
    27/05/2020 19h03 - Atualizado em 27/05/2020 19h03

    Foto: Divulgação


    Redação AM POST

    O anúncio de que os fieis poderão retornar de forma gradativa às celebrações presenciais nas igrejas, a partir do próximo dia 1º, feito pelo Governo do Estado na tarde desta quarta-feira (27), foi uma medida sensata e coerente, na avaliação do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Joelson Silva (Patriota). O chefe do legislativo já havia se manifestado sobre o assunto, pela manhã, ao solicitar a inclusão de ao menos 30% de pessoas nos templos e paróquias da cidade, desde o início e não na segunda quinzena de junho, como estava cogitado.

    À tarde, já de posse do conteúdo que seria publicado no Diário Oficial do Estado, o presidente da CMM se mostrou feliz com a decisão tomada.

    “É uma medida coerente e sensata. Mais uma vez, o diálogo e o bom senso prevaleceram”, avaliou Joelson Silva.

    Até então, as igrejas estavam fora do protocolo de intenções que libera alguns setores das restrições impostas pelo novo coronavírus, a partir da data em questão. A temática repercutiu entre os vereadores e abriu a sessão plenária remota desta quarta-feira, com o envolvimento das bases evangélica e católica.

    “Espero que o governador possa rever essa questão e inclua as igrejas nesse processo de retorno às atividades, com um porcentual mínimo de trinta por cento e a manutenção dos cuidados necessários, como deve ser”, disse Joelson Silva, na ocasião.

    De acordo com o artigo 5º, inciso I e alínea “a”, a contar de 0h do dia 1º de junho de 2020, igrejas e templos terão 30% de ocupação e o período máximo de uma hora, desde que respeitado um intervalo mínimo de cinco horas entre um evento e outro, de modo a permitir a limpeza adequada no ambiente e evitar aglomeração, tanto na entrada quanto na saída de pessoas.

    Vídeo

    O chefe do legislativo municipal teve acesso ao vídeo divulgado esta semana nas redes sociais pelo governador Wilson Lima, referente a um estudo feito para que as atividades nas igrejas fossem retomadas somente na segunda quinzena de junho, o que deixou um sentimento de indignação no ar.

    Joelson Silva lembrou que as igrejas foram as primeiras a adotar as medidas de isolamento social contra a transmissão da Covid-19 e, sempre que solicitadas, têm ajudado as autoridades a enfrentar o problema, principalmente, no momento de pico da pandemia.

    “Sempre que são chamadas para ajudar, na sociedade, as igrejas se colocam prontamente à disposição com as autoridades eclesiásticas, de forma muito tranquila, simples, seguindo as regras ou ordenamento praticados no nosso estado e no nosso país. Tenho certeza que todas saberão fazer, porque são disciplinadas”, ressaltou.

    O presidente da CMM também citou o vídeo feito pelo deputado federal Silas Câmara (Republicanos/AM), que fala sobre as igrejas terem ficado fora do planejamento de retorno das atividades, e sugeriu ainda que essa volta aos templos deve seguir todos os parâmetros de cuidados determinados durante a pandemia, com apoio das secretarias de Saúde municipal e estadual.

    Limite

    No vídeo em que se pronuncia ao lado dos deputados Felipe Souza (Patriota) e João Luiz (Republicanos), que compõem a base evangélica da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Wilson Lima reforça a ideia de respeito ao limite de lotação, que delineia o acesso e não permite a presença de pessoas acima de 60 anos nas igrejas, mas deixa claro que, qualquer medida a ser tomada nesse momento de pandemia, deve ser feita com base nos números apresentados, sob orientações de especialistas e dentro de um diálogo constante com todas as partes envolvidas, para que, segundo o governador, sejam decisões acertadas.

    Reabertura

    Na terça-feira (26), o governo estadual anunciou a reabertura gradual do comércio a partir do dia 1º de junho, durante a inauguração da primeira ala hospitalar do Brasil para tratamento de pacientes indígenas com o novo coronavírus. A medida vale somente para a capital. No interior, segundo o governador, o retorno das atividades fica a critério de cada prefeitura.

    Por sua vez, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, pediu cautela quanto à reabertura do comércio na capital, durante o período de pandemia.

    * Com informações da Assessoria de Imprensa


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