Após fala de Bolsonaro, juiz Luiz Carlos Valois diz que pretende esperar apoiadores do presidente tentarem invadir hospital de campanha em Manaus

Presidente pediu que população entre em hospitais e faça vídeos de leitos para Covid-19 para mostrar se há ou não há lotação dessas unidades.
14/06/2020 17h08 - Atualizado em 14/06/2020 17h19

Foto: Reprodução


Redação AM POST

O juiz Luiz Carlos Valois disse no Twitter, na última sexta-feira (12), que após quatro meses sem treinar jiu-jitsu pretende fazer tocaia em frente a um hospital de campanha em Manaus e aguardar apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentarem invadir a unidade para enfrentá-los.

Bolsonaro pediu na última semana que as pessoas entrem em hospitais e façam vídeos dos leitos destinados a pacientes contaminados com Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, para mostrar se há ou não há lotação dessas unidades. “Seria bom você fazer na ponta da linha. Tem hospital de campanha perto de você, tem hospital público, arranja uma maneira de entrar lá e filmar”, disse o presidente na transmissão semanal que faz em suas redes sociais.

Nos comentários da publicação alguns apoiadores de Bolsonaro deram resposta ao juiz. “Que tal ao invés disso apurar o que efetivamente está acontecendo por lá, ajudar aos doentes sem tratamento, aos mortos por outras causas mas que tem covid no atestado ?”, disse um internauta. “Não entendi. Qual o propósito do jiu-jitsu? É equilíbrio?”, questionou um seguidor. “Legitma defesa de terceiros também, tá no CP [Código Penal]”, respondeu o juiz.

Veja post:

Os internautas também anexaram no post links de matérias sobre o passado do magistrado, que envolve acusação dele possuir ligação com a facção Família do Norte e ter sido alvo de busca e apreensão na segunda fase da operação La Muralla.

Em 2017, Luiz Carlos Valois, então juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), assinou decisão que tornou extinta a pena de quase 12 anos do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro, preso pelos crimes de favorecimento da prostituição, indução à satisfação de impulsos sexuais e por submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual.


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