CPI da Saúde ouve mais duas testemunhas para esclarecer possível superfaturamento durante pandemia no Amazonas

A comissão já está em sua sexta reunião com 2 inspeções, três depoimentos e 28 requerimentos aprovados.

Redação AM POST

Os membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) colhem os depoimentos de mais duas testemunhas, nesta sexta-feira (12), para esclarecer questões referentes ao possível superfaturamento ou aquisição de equipamento inadequado durante pandemia no Amazonas. Alcineide Figueiredo, gerente de compras da Secretaria se Estado de Saúde (Susam), e Luciane Andrade, sócia-administradora da empresa Sonoar, foram citadas durante depoimento da ex-secretária executiva de Atenção Especializada da Capital (SEA-Capital) da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), Daiana Mejia.

“Tivemos uma tarde de depoimento conciso e extremamente importante para nossa investigação. A senhora Daiana nos forneceu dados que nos ajudarão a esclarecer o que de fato houve na aquisição de respiradores neste período de pandemia. O conteúdo é de caráter exatamente sigiloso, tanto para resguardar a depoente quanto para não prejudicar o andamento dos trabalhos”, afirmou o presidente da CPI, deputado Delegado Péricles (PSL).

De acordo com o deputado Delegado Péricles, a postura técnica adotada nos procedimentos da CPI irá garantir à população uma investigação com resultados reais. “É compreensível que em nosso país a população acredite que toda CPI vai terminar em pizza. É por isso que estou determinado a mostrar o contrário, apresentar respostas que todos sempre quiseram obter. Para se ter uma ideia, mais de R$ 22 bilhões foram investidos na saúde do Amazonas de 2011 e 2019 – período que engloba nossa investigação. Dinheiro nunca faltou”, concluiu.

A CPI chega nesta sexta-feira à sua sexta reunião com 2 inspeções, três depoimentos e 28 requerimentos aprovados.