Sindepol manifesta repúdio a fala de delegado sobre policias serem torturadores, homicidas e corruptos

Sindicato cobrou que ele cite nomes, aponte provas e acione órgãos competentes para investigação.

Redação AM POST

Em nota, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Amazonas (Sindepol), manifestou repúdio a fala do delegado João Victor Tayah, que disse na redes social Facebook no último sábado (06/06) que existem policiais que se acostumaram a trabalhar na base da tortura, do homicídio e da extorsão.

Além disso o delegado também falou que existem policiais que “pegam sua ponta de traficantes para fazer vista grossa”, que “só conseguem informações com uso de soco porque não sabem fazer investigação e que “pegam grana de político corrupto para aliviar a barra de amigos, de familiares”.

O Sindepol rebateu declarações dizendo que a verborragia de João Victor Tayah é totalmente incompatível com o cargo que exerce e já que fez as acusações deveria citar nomes, apontar provas e acionar órgãos competentes para investigação.

“Ao generalizar de maneira irresponsável que policiais são torturadores, homicidas e que extorquem pessoas ou recebem propina para não fazer seu serviço, o Sr. João Victor Tayah avilta toda uma classe que arrisca a própria vida diuturnamente para servir a sociedade amazonense, o que denota, antes de tudo, um lamentável descolamento da realidade e falta de mínimo conhecimento sobre o trabalho policial”, diz trecho da nota.

Leia nota na íntegra:

Outra polêmica
Na semana passada, Tayah se envolveu em outra polêmica ao trocar de farpas também em um rede social, com o capitão da Polícia Militar, Paulo Cheik Furtado e falar sobre ato realizado na terça-feira (2) na Avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul de Manaus.

Tudo começou com publicação do capitão da PM que disse que estava se preparando para a manifestação e separando “balas de borracha”. Em reposta João Victor Tayah disse que estaria com balas calibre 40 mm mesmo para se defender de qualquer repressão ilícita a um ato legítimo e pacífico.

Após repercussão do post a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança, assim como o Comando da Polícia Militar e a Delegacia Geral da Polícia Civil, foram comunicadas para a adoção das providências cabíveis contra os servidores.